Pai adotivo de Jheniffer reconhece o corpo e jovem assassinada será sepultada em Dois Irmãos

Jovem Jheniffer Cáceres de Oliveira, 17 anos assassinada pelo namorado Paulo Eduardo será sepultada em Dois Irmãos do Buriti.

Jheniffer Cáceres de Oliveira, 17 anos, será sepultada em Dois Irmãos do Buriti. - Foto: Reprodução/Facebook

Jheniffer Cáceres de Oliveira, 17 anos, será sepultada em Dois Irmãos do Buriti. Só na manhã desta quinta-feira, o pai adotivo da jovem morta, por enforcamento, pelo namorado Paulo Eduardo dos Santos, esteve no Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) para reconhecimento e liberação do corpo.

A garota trabalhava como babá e morava há 1 ano e 4 meses com o namorado, auxiliar de serralheria. Segundo a conselheira tutelar, Inara Suckow Baba, a mãe adotiva da vítima morreu e a adolescente nunca teve contato com a mãe biológica, que teve vários filhos (cerca de dez), todos levados para adoção.

“A história dela é muito triste. Ela não tinha ninguém por ela. Apenas esse namorado, com quem vivia há quase dois anos. Há poucos dias, Jheniffer teve contato com uma irmã de 15 anos, mas as duas ainda estavam se conhecendo", disse.

Na rede social, Jheniffer postava muitas fotos com o namorado e fazia declarações de amor para Paulo. "Meu hobby favorito é amar você", escreveu na legenda de uma das imagens. 

Caso - Paulo foi preso em flagrante e autuado por homicídio qualificado por feminicídio e ocultação de cadáver. Ele, que passou por audiência de custódia na terça-feira (2) e teve a prisão convertida em preventiva pelo juiz, será transferido para presídio da Capital. Na delegacia, o rapaz contou que matou a namorada por legitima defesa. Versão que não convenceu a polícia, segundo a delegada-adjunta Thais Duarte.

Assista a reportagem completa sobre a morte de Jhennifer Cáceres

Adolescente de 17 anos foi morta pelo namorado que ocultou o corpo da vítima em Sidrolândia. Veja na reportagem completa.

Publicado por Regiao News em Quarta-feira, 3 de abril de 2019

 

Paulo relatou em depoimento, que na noite de sexta-feira (29) os dois foram para um bar. Lá, discutiram e Jheniffer decidiu ir para outro estabelecimento. Paulo foi atrás e quando chegou a encontrou conversando com outro homem. Os dois discutiram novamente e foram embora. A briga continuou na quitinete onde o casal vivia. 

Ele contou à polícia que a vítima o agrediu com um cabo de vassoura e depois com uma faca. Paulo, então, a dominou e a tentou estrangular com as mãos e na sequência usou um carregador de celular para esganá-la. Como o fio arrebentou, o rapaz pegou uma coleira de cachorro que estava no chão e apertou o pescoço da adolescente até a morte.

Vandalismo

O pai e mãe do jovem Paulo Eduardo, assassino confesso de Jheniffer estiveram na quitinete onde moravam na Rua Minas Gerais, Jardim Jandaia, na terça-feira pela manhã, um dia após a localização do corpo e atearem fogo nas roupas, objetos pessoais e móveis da jovem. Só sobrou uma Bíblia em cima do fogão que não foi queimada.