Aprovação de Bolsonaro só é melhor que as de Temer e Itamar Franco, diz XP

Apesar de 50% dos entrevistados esperarem um governo ótimo ou bom para o restante do mandato de Bolsonaro, número caiu 13 pontos de janeiro para cá

- Foto: Jorge William

Prestes a completar 100 dias de mandato, o governo Bolsonaro tem visto sua popularidade cair.

O nível de aprovação do presidente eleito só é melhor que a que seu antecessor imediato, Michel Temer (MDB), e Itamar Franco tinham em seus primeiros três meses de mandato. Esse último assumiu a presidência após o Impeachment de Fernando Collor, em 1992. A conclusão é da pesquisa mensal XP/Ipespe, realizada entre os dias 1º e 3 de abril.

As avaliações positivas (“ótimo” e “bom”) na impressão dos entrevistados caíram de 40% para 35% de janeiro para cá. O nível “regular” foi de 29% para 32% no mesmo intervalo. Já as avaliações negativas subiram de 20% para 26%.

A expectativa dos brasileiros em relação ao futuro também se deteriorou. Apesar de 50% dos entrevistados esperarem um governo ótimo ou bom para o restante do mandato de Bolsonaro, esse número caiu 13 pontos percentuais de janeiro para cá. As expectativas por uma gestão ruim ou péssima, por outro lado, subiram de 15% para 23% no mesmo intervalo.

O governo Bolsonaro vem se esquivando desde o início do mandato de polêmicas dos mais diversos tipos e origens. Denúncias envolvendo candidatas laranjas em seu partido nas eleições do ano passado, a instabilidade crescente no Ministério da Educação e até a aparente falta de habilidade em conter comentários de seus filhos nas redes sociais são algumas delas. Isso sem contar na repercussão negativa de comentários recentes a respeito do Carnaval brasileiro.

Nesta quinta-feira, 04, em busca de aumentar sua base no Congresso, onde corre o risco de não alcançar o número mínimo de votos para aprovar a reforma da Previdência, Bolsonaro prometeu deixar de lado o termo “velha política”. Em encontro com o PSDB, DEM, PSD, PP, PRB e MDB, o presidente pediu desculpas pelas “caneladas” e sugeriu a criação de um “conselho político”, com quem pretende se encontrar a cada 15 dias.

Metodologia

A pesquisa ouviu 1.000 eleitores de todas as regiões do Brasil e tem margem máxima de erro de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos.