Após 7 dias no IMOL, corpo de Jheniffer é liberado para sepultamento em Dois Irmãos

A demora foi justificada porque estaria faltando reagentes para se fazer um exame necroscópico.

Foi sepultada neste domingo em Dois Irmãos do Buriti, Jheniffer Cáceres de Oliveira - Foto: Reprodução/Facebook

Foi sepultada neste domingo em Dois Irmãos do Buriti, Jheniffer Cáceres de Oliveira, a jovem de 17 anos morta pelo namorado, Paulo Eduardo dos Santos, entre a noite do dia 29 (sexta-feira) e a madrugada do dia 30 (sábado). O pai da jovem a desde a segunda-feira, portanto há uma semana, esperava pela liberação do corpo que aconteceu na manhã deste domingo. A demora foi justificada porque estaria faltando reagentes para se fazer um exame necroscópico.

De acordo com o pai de Jheniffer, Rosalino de Oliveira Ramos, 39 anos, a demora na liberação do corpo da filha aumentou ainda mais o sofrimento de todos com a família. Ele chegou a ir duas vezes ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal.

De acordo com o diretor do Imol, Adalberto Arão, foi preciso reter o corpo da jovem por tanto tempo porque chegou ao Instituto em estado de decomposição e precisou ficar em uma câmara fria onde passou por um processo de congelamento para ser manipulado.

O crime

Jheniffer Oliveira, foi encontrada morta no último dia (1º), na quitinete onde morava na Rua Minas Gerais, Jardim Jandaia. O corpo estava em avançado estado de decomposição e o cheiro chamou atenção de moradores ao lado.

O marido, foi preso em flagrante e autuado por homicídio qualificado por feminicídio e ocultação de cadáver. O rapaz passou por audiência de custódia na terça-feira (2) e teve a prisão convertida em preventiva pelo juiz.

Na delegacia, ele tentou caracterizar o crime como legitima defesa. A versão não convenceu a polícia, segundo a delegada-adjunta Thaís Duarte. Paulo relatou em depoimento que, na noite de sexta-feira (29), os dois foram para um bar. Lá, discutiram e Jheniffer decidiu ir para outro estabelecimento. Paulo foi atrás e quando chegou a encontrou conversando com outro homem. Os dois discutiram novamente e foram embora. A briga continuou na quitinete onde o casal vivia.

Paulo contou à polícia que a vítima o agrediu com um cabo de vassoura e depois com uma faca. Paulo, então, a dominou e a tentou estrangular com as mãos e na sequência usou um carregador de celular para esganá-la. Como o fio arrebentou, o rapaz pegou uma coleira de cachorro que estava no chão e apertou o pescoço da adolescente até a morte.