Sem despertar debate, aprovado plano de mobilidade que prevê ciclovia, revitalização da Dorvalino e anel rodoviário

O plano traz metas ambiciosas, como a revitalização da Avenida Dorvalino dos Santos e implantação do anel rodoviário.

Audiência pública foi realizada na última quarta-feira dia 10. - Foto: Lucas Nogueira/Região News

Já está em vigor desde a semana passada, o plano de mobilidade urbana de Sidrolândia, que teve aprovação meteórica, passou despercebida da população e da própria Câmara, onde foi aprovado sem debates, nem motivou os vereadores a apresentarem qualquer emenda. Foi realizada uma audiência pública praticamente sem público, com presença apenas dos próprios técnicos que atuaram  na elaboração do projeto , que basicamente repete propostas de planos similares de outras cidades.

O plano traz metas ambiciosas, como a revitalização da Avenida Dorvalino dos Santos, implantação do anel rodoviário, que dependerão da capacidade dos gestores municipais de viabilizarem recursos federais para tirar os projetos do papel. A Prefeitura terá três anos para elaborar o guia de arborização municipal; fazer a hierarquização das vias e um ano, para concluir o plano ciclo viário e o guia de calçadas.  O plano também recomenda a regulamentação do horário de carga e descarga, medida que vai afetar o comércio, especialmente os supermercados. 

Se na prática, pouca coisa do que a lei propugna vai se efetivar no curto e médio prazo, o plano é uma ferramenta importante para captação de recursos no Ministério das Cidades, como o da Avançar Cidades, de Mobilidade Urbana. Desde o ano passado, a Prefeitura tem cadastrado no Ministério um pedido de empréstimo de R$ 9 milhões para obras de drenagem e pavimentação.

O plano prevê a implantação de ciclovias e ciclofaixas; implantação do transporte coletivo (que hoje praticamente só atende aos funcionários da JBS). Estabelece que nas ciclovias serão criados bicicletários (estacionamentos de bicicletas), nas proximidades do comércio, prédios públicos e pontos de ônibus.

Como parte da política de inclusão social, o plano prevê o rebaixamento de meios-fios nas esquinas para facilitar a passagem de cadeirantes e portadores de deficiência física. As calçadas deverão ser construídas com pisos antiderrapante, não trepidante para circulação em cadeiras de rodas.