Entrevista: Secretário defende diálogo e diz que sem suplementação administração vai ficar travada

le admite que a falta de suplementação já está travando a administração, mas pelo menos neste mês, será possível pagar o salário dos servidores.

Secretário municipal de Fazenda, Tributação e Gestão Estratégica, Renato da Silva Santos - Foto: Vanderi Tomé/Região News

O secretário municipal de Fazenda, Tributação e Gestão Estratégica, Renato da Silva Santos, se coloca à disposição dos vereadores para explicar a qualquer momento “inclusive durante o feriado”, porque a administração precisa de uma suplementação orçamentária de 35%, conforme projeto autorizativo que está tramitando na Câmara há aproximadamente um mês. 

“Toda nossa equipe técnica está a disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários para o projeto ser votado o mais rapidamente possível. Nem todos os vereadores são da área contábil, é natural que tenham dúvidas sobre uma questão técnica como é o orçamento”, afirma o secretário.

Ele admite que a falta de suplementação já está travando a administração, mas pelo menos neste mês, será possível pagar o salário dos servidores que já estão sem dotação, especificamente, dos comissionados. O secretário explica que não respondeu ao ofício da Câmara, com pedido de informações sobre a destinação dada aos 10% de suplementação autorizados inicialmente, porque o documento chegou ao Paço Municipal (endereçado ao gabinete do prefeito), no último dia 11, uma quinta-feira, quando o prefeito cumpria agenda na zona rural.

“Só recebi a correspondência na terça-feira e não houve tempo hábil para responder aos questionamentos antes da sessão”, esclarece. “É preciso deixar claro que o orçamento é um cartão de crédito. É o limite que você pode gastar o com fornecedores, obras e não se trata de uma questão financeira. Temos recursos para pagar a folha; os fornecedores estão recebendo relativamente em dia”, explica.

O que prefeito quer, segundo o secretário, com a suplementação, é ter uma maior flexibilização para remanejar as dotações. O orçamento, acrescenta, “´fixado com base numa projeção de receita e despesa do ano seguinte. Leva em conta o recebimento de emendas previstas, evolução da receita própria e das transferências de ICMS e FPM”.

De acordo com Renato, sem esta suplementação adicional (na votação do orçamento em 2018 os vereadores limitaram a 10%), a administração vai ficar engessada, colocando em risco o pagamento de parte dos servidores e fornecedores, além do lançamento de novas licitações”. Confira na íntegra a entrevista em vídeo concedida pelo secretário.