Prefeitura define engenharia financeira para comprar área da Alfa e já tem uma reserva de R$ 500 mil

Com base na projeção de que serão investidos R$ 109,5 milhões, com previsão de gerar 86 empregos diretos e 255 indiretos.

Sede da Cooperativa Agroindustrial Alfa na entrada da cidade - Foto: Vanderi Tomé/Região News

A Prefeitura já definiu a engenharia financeira para viabilizar em 2020 a compra de uma área de 200 hectares, um investimento de R$ 4 milhões, que será doada à Cooperativa Agroindustrial Alfa para a implantação de uma UPLD (Unidade de Produção de Leitões Desmamados), que abastecerá as futuras granjas para a criação e engorda de suínos.

Já estão reservados R$ 500 mil neste ano e mais R$ 500 mil ano que vem, somando R$ 1 milhão. O município espera levantar mais R$ 1 milhão com a venda de 5 hectares na saída para Maracaju, ao lado da COAMO, retomadas de uma empresa que não levou adiante o projeto de um empreendimento.

O Governo do Estado já se comprometeu a dar uma contrapartida de R$ 1 milhão, totalizando R$ 3 milhões, a parcela complementar de R$ 1 milhão, seria a contribuição do futuro vendedor, que em contrapartida receberia parte dos dejetos gerados pelos suínos (suficientes para fertilizar 2.800 hectares num raio de 3 km da UPLD. As obras devem começar em 2020, sendo que neste ano, será para a compra da área e licenciamento ambiental.

Nesta segunda-feira o corretor Clédio Santiani, vai acompanhar uma delegação de técnicos da cooperativa que vai avaliar algumas áreas potenciais para implantação do projeto. Os 200 hectares deverão ter acesso asfaltado. A logística e a questão ambiental, disponibilidade de recursos hídricos, são alguns dos pré-requisitos. Na semana passada os vereadores aprovaram o projeto que autoriza a Prefeitura comprar a área e concedeu isenção do ISSQN da construção da UPLD.

Com base na projeção de que serão investidos R$ 109,5 milhões, com previsão de gerar 86 empregos diretos e 255 indiretos, a isenção fiscal resultará em R$ 5,4 milhões de renúncia. Numa primeira etapa o projeto contemplará a construção de uma granja que partir do final de 2020 terá capacidade para 2.500 matrizes, com plano de ampliação em 10 anos para 10 mil matrizes.

Os leitos produzidos serão recriados em granjas de produtores crecheiros (em torno de 100) onde ficarão por 42 dias até os 23 quilos quando serão encaminhados para abate no Frigorífico da Central Aurora, em São Gabriel do Oeste.