Emoção e homenagens no sepultamento do casal que morreu em acidente

Velório foi marcado por emoção e homenagens de familiares, amigos e colegas de trabalho.

Corretor de imóveis Joacyr de Almeida Ajala, 43 anos e bacharel em Direito, Elaine Cristaldo, 32 anos, - Fotos: Reprodução/Facebook

O velório nas Capelas Mortuárias da Pax Bom Jesus e o sepultamento na tarde deste domingo no Cemitério São Sebastião, do corretor de imóveis Joacyr de Almeida Ajala, 43 anos e da bacharel em Direito, Elaine Cristaldo, 32 anos, que morreram sábado à tarde num acidente perto de Ponta Porã, na MS-164, comoveu a cidade, atraindo além de familiares, centenas de amigos, colegas de trabalho.

Elaine morreu aos 32 anos, completados em 10 de fevereiro. Era natural de Aquidauana, formou-se em Direito no início do ano passado, tinha um salão de beleza, mas também estava estudando para prova do exame da OAB.

Diretores da Corpal Construtora e Incorporadora, empresa para qual Ajala prestava serviço por meio de uma terceirizada (a S.F.T Imobiliária), vieram de Dourados participar do velório. Frentista do Posto Vacaria até 2017, depois que concluiu o curso de transações imobiliárias, se descobriu como corretor imobiliário e vivia seu melhor momento profissional. Em menos de dois anos se revelou um talento nato para a atividade, competência que lhe garantiu uma carreira meteórica na empresa onde trabalhava.

Após bater todos os recordes de desempenho na comercialização do Loteamento Vival dos Ipês em Sidrolândia, tendo vendido mais de 200 lotes, Ajala atuou em empreendimentos da empresa em cidades como Dourados, Lucas do Rio Verde (em Mato Grosso), Laguna Carapã. Foi promovido a supervisor de vendas e ultimamente estava trabalhando na montagem da equipe que atuaria na comercialização de um loteamento em São Gabriel D’Oeste, iniciaria uma pesquisa de mercado para identificar a viabilidade de um condomínio fechado aqui na cidade.

A competência e dedicação ao trabalho de Ajala foram enaltecidas pelo diretor executivo da Corpal, Fernando Fuzyi, que chegou logo de manhã a Sidrolândia, para render homenagens a ele. “Era um profissional competente, humilde, que tinha um grande futuro pela frente. É uma perda irreparável, sem dúvida. Fiz questão de vir para me despedir dele”, observou.    

Outro diretor da empresa, Junior Gandine, também fez questão de dar seu depoimento, destacando a trajetória profissional e as qualidades de Ajala como ser humano. “Uma pessoa apaixonada pelo que fazia. Ele era dedicado, um profissional ético, que impressionava pelo talento para as vendas”. Opinião compartilhada por colegas de trabalho como o ex-vereador Ademir Osiro, que trabalhou com ele na comercialização do Loteamento Vival dos Ipês.

Proprietário da área e um os sócios do Vival dos Ipês, Aquiles Barbosa Hortenci, conhecia Ajala desde criança. Ele conta que o corretor teve uma trajetória de vida marcada por tragédias ainda na infância. Órfão de pai e mãe desde os sete anos de idade, foi criado pelo proprietário da Auto Elétrica Jussara. Aos 4 anos de idade, seu pai foi assassinado numa tocaia, quando a família morava na região do Bolicho Seco. Ele a mãe e os irmãos mudaram para cidade, onde ela (a mãe) foi assassinada três anos depois pelo novo companheiro.

Integrante de grupos locais de motociclistas também prestaram tributo a Ajala, um apaixonado por motocicleta, que morreu pilotando a sua Royal Enfield Classic 350 price, adquirida há dois meses. Ele integrava o Grupo Reptilianos, mas teve sua memória reverenciada por membros de outros moto clubes, como Caetano Alves, supervisor de Produção da JBS, integrante do Grupo Vai Q Fika.