Vereador ameaça ir ao MP para denunciar buraqueira de empreiteira

Até agora menos de 15% do projeto foi executado, mas por onde equipes da empresa passou abrindo valetas o estrago foi considerável.

Vereador Itamar Souza conversou com alguns moradores da região. - Foto: Reprodução/Facebook/Divulgação

Diante da passividade do setor de fiscalização da Prefeitura, o vereador Itamar de Souza pretende recorrer ao Ministério Público para denunciar a Artec Engenharia, empreiteira contratada pela Sanesul para implantar 82 quilômetros de rede de esgoto.

Até agora menos de 15% do projeto foi executado, mas por onde equipes da empresa passou abrindo valetas o estrago foi considerável. Na região do São Bento, por onde a expansão da rede começou, a Prefeitura teve que mobilizar suas equipes e gastar recursos do município para devolver a várias ruas condições de trafegabilidade, já que a empreiteira não se comoveu com as reclamações da população que ecoaram pelas redes sociais, foram mostradas pelo Região News e também repercutiram na Câmara.

Depois de visitar o Bairro Pé de Cedro, ouvir moradores, o vereador Itamar de Souza gravou um vídeo num dos trechos mais críticos na Rua Ademar Alves, onde o pavimento praticamente foi rasgado ao meio há 20 dias, os reparos não foram feitos até agora e a empresa abriu novas frentes de serviço.

Estou denunciando a péssima qualidade de prestação de serviços da Artec, empresa contrata pela Sanesul para executar a ampliação da rede de esgoto em nosso município. Deixei protocolado na Câmara de Vereadores para ser lido em Plenário, ficando a Disposição do Ministério Público, ofício solicitando a empresa Artec que cumpra os prazos contratuais em relação a recuperação dos trechos danificados durante a execução da obra.

Publicado por Itamar Souza em Quinta-feira, 25 de abril de 2019

O vereador encaminhou ofício cobrando providências, já que pelo contrato firmado com a Sanesul, os reparos deveriam ter sido feitos 5 dias após a conclusão. Se a situação persistir, o vereador vai denunciar o problema ao Ministério Público para a Promotoria exigir providências do poder concedente do serviço de água e esgoto (a Prefeitura) e da empresa que contratou o serviço, a Sanesul.

“Ninguém é contra a expansão do saneamento básico, mas a população não pode continuar sendo vítima da falta de planejamento de uma empresa que fechou um contrato de quase R$ 16 milhões para executar a obra. A conta dos estragos nas ruas não pode ser paga pelo contribuinte sidrolandense”, avaliou.