MP quer reconstituir morte de idosa para saber se assassina agiu sozinha

Dirce Santoro Guimarães Lima, de 79 anos, teve a cabeça esmagada contra um meio-fio, nos fundos de uma fábrica no Bairro Indubrasil, no dia 23 de fevereiro

Pâmela, assassina confessa de idosa, posa para foto em delegacia da Capital; ela se passava por policial, segundo investigação - (Foto: Reprodução)

A acusação de Pâmela Ortiz de Carvalho quer que a Polícia Civil faça a reprodução simulada do assassinato de Dirce Santoro Guimarães Lima, de 79 anos. A vítima teve a cabeça esmagada contra um meio-fio, nos fundos de uma fábrica no Bairro Indubrasil, no dia 23 de fevereiro. Pâmela confessou o crime.

A promotora Lívia Carla Guadanhim Bariani argumenta que a reconstituição é uma “importante fonte de prova” e pode esclarecer “se houve eventual participação de terceiro(s) no caso”.

O crime e a confissão – Dona Dirce, como era conhecida no bairro Santo Antônio, desapareceu num sábado, dia 23 de fevereiro, e todo o enredo foi descoberto na segunda-feira, dia 25, quando vizinhas da idosa foram à 7ª DP (Delegacia de Polícia) para registrar o sumiço. Na tentativa de despistar qualquer suspeita, a assassina confessa também esteve na delegacia.

Segundo a delegada Christiane Grossi, responsável pela investigação, Pâmela só admitiu ter assassinado a idosa ao ser informada pela polícia que câmeras de segurança haviam flagrado o momento em que ela saiu com Dirce naquele sábado. Antes de saber das imagens, ela havia negado até ter encontrado a vítima.

Pâmela alegou para a polícia que durante uma discussão, a idosa ameaçou denunciá-la por compras usando indevidamente o nome de Dirce. Ela disse ainda que a aposentada tentou sair do carro em movimento e caiu, batendo a cabeça no meio-fio. Desesperada e temendo ser descoberta, a mulher conta que pegou a cabeça da vítima e esmagou contra a guia.