Adilsinho sugere destravar suplementação e dar liberdade financeira ao Executivo de até 60%

Vereador Adilson Brito, presidente da CLC, disse que a Câmara deve dar ampla liberdade para Executivo remanejar orçamento.

Vereadores Adilson Brito e Jonas Rodrigues durante sessão da Câmara - Foto: Crislaine Jara/Região News

Numa reação as críticas do prefeito de Sidrolândia, Marcelo Ascoli, que acusou a Câmara de tentar travar sua administração, não autorizando ampliar de 10 para 35% a suplementação do orçamento, o vereador Adilson Brito, presidente da Comissão de Legalidade e Cidadania, disse que a Câmara deve dar ampla liberdade para o Executivo remanejar o orçamento, mas atuando para cumprir suas prerrogativas de fiscalização.

“Não vejo problema de autorizar 35%, 40% ou até a 60% de suplementação. Não podemos travar a administração pública. O papel da Câmara é o de fiscalizar a aplicação do dinheiro público. Para isto, o Legislativo tem uma série de ferramentas, desde apresentação de requerimento com pedido de informações, convocação de secretários e no último caso, abrir uma CPI se caso haja evidência de irregularidade”, destacou.

Embora fale em tese na possibilidade da Câmara autorizar suplementação orçamentária, de 60%, Adilsinho disse que só após ouvir na segunda-feira as explicações do secretário de Fazenda, Renato da Silva Santos e da contadora geral, Vanilda Borges, vai definir seu voto na sessão da próxima terça-feira, quando deve ir à deliberação do plenário, o projeto do Executivo, de autorização para aumentar a suplementação de 10 para 35%.