Sem receber do Governo, empreiteira abandona prolongamento da Antero com 95% da obra pronta

Está faltando a construção de uma travessia elevada, além da sinalização horizontal e vertical e plantio de grama.

Empreiteira abandona prolongamento da Antero Lemes com 95% da obra pronta - Foto: Vanderi Tomé/Região News

Agesul (Agência Estadual de Empreendimentos) suspendeu por 120 dias, prazo retroativo a 1º de fevereiro e que, portanto, se estenderá até 1º de junho, o prolongamento da Avenida Antero Lemes numa extensão de 576 metros entre a Rua Ponta Porã e a Avenida Aroeira. A empreiteira Construterra, que retomou a execução do projeto em outubro do ano passado, interrompeu o serviço porque embora tenha concluído 95% da obra, só conseguiu receber a primeira medição da obra orçada em R$ 815.701,20.

Com mais esta interrupção desta obra, que se arrasta desde novembro de 2016, a Secretaria Municipal de Saúde fica impedida de colocar em funcionamento o acesso das ambulâncias do SAMU e do Corpo de Bombeiros à Unidade de Pronto Atendimento. Está faltando a construção de uma travessia elevada, além da sinalização horizontal e vertical e plantio de grama no canteiro central. Em janeiro foi feita a pavimentação com o uso de 100 toneladas de massa asfáltica. A obra estava parada desde agosto de 2017, foi retomada em 11 de outubro do ano passado.

A Construterra venceu a licitação com orçamento de R$ 815.701,20, redução de 10,85%, sobre o preço inicial de referência, R$ 914.976,11. A licitação foi lançada em 31 de julho do ano passado, quatro meses após a rescisão do contrato com a primeira empreiteira (a Gabriel e Filhos) da obra. São 8.0724,23 metros quadrados de asfalto, o que equivale a 1,153 quilômetro divididos em duas pistas (576 metros).

A obra começou em novembro de 2016 e se arrastou até agosto do ano passado, quando foi interrompida por falta do cascalho necessário para a terraplanagem e revestimento primário que precede o asfalto. Em julho de 2016 a Agência Estadual de Gestão e Empreendimentos (Agesul) paralisou por 120 dias as obras para uma reprogramação da planilha, já que não havia material de revestimento primário (cascalho) num raio de 5 km.