Novos beneficiários do lote urbanizado contam com mutirão familiar e amigos para construir casas

São 15 famílias, que se juntaram as 36 atendidas na primeira etapa que assinaram os contratos em fevereiro.

Manoel Bezerra dos Santos, deficiente físico que há pelo menos cinco anos esperava ter acesso à casa própria - Foto: Vanderi Tomé/Região News

Em solenidade realizada no final da tarde de ontem, quinta-feira, o segundo grupo de beneficiários dos lotes urbanizados implantados pelo Governo do Estado no Sidrolar, assinaram os contratos e terão até 2021 para construírem as bases sobre os alicerces que receberam.

São 15 famílias, que se juntaram as 36 atendidas na primeira etapa que assinaram os contratos em fevereiro e alguma delas já estão trabalhando na construção das futuras moradias. Nesta etapa o investimento foi de R$ 143 mil por parte da Agência Estadual de Habitação

Entre os beneficiados entrevistados pelo Região News, alguns já tem pelo menos o material básico e conta com a ajuda de amigos e familiares, para construírem em regime de mutirão suas casas. É o caso por exemplo de dona Judite Gomes que moram com o marido na casa do filho. Ela já comprou tijolo, pedra e areia e como vai financiar o telhado (junto à Agehab), espera em poucos dias iniciar a construção. 

Nesta mesma expectativa está por exemplo, Manoel Bezerra dos Santos, deficiente físico que há pelo menos cinco anos esperava ter acesso à casa própria por programas habitacionais. Ele mora de favor, com a mulher e as três filhas, numa casa de amigos no Jardim Paraiso. Há pelo menos cinco anos está na fila de espera.

A diretora-presidente da Agehab, Maria do Carmo Avesani Lopez participou do evento. Ela foi recepcionada pelo prefeito Dr. Marcelo Ascoli, primeira-dama Ana Lídia, secretários municipais, e pelos vereadores professor Tadeu, Kennedi Forgiarini, Edno Ribas e Jonas Rodrigues.

O programa

De acordo com a Agehab, a parceria para o Projeto Lote Urbanizado é formada a ‘três mãos’: a prefeitura doou o terreno (em Sidrolândia a Prefeitura Municipal Gestão 2017/2020, através da Secretaria de Infraestrutura ainda fez a terraplenagem), o Estado construiu a base da residência (com fundação, instalações hidráulicas e sanitárias, contrapiso e primeira fiada em alvenaria) e a família beneficiada a partir de agora entra com a mão de obra e a compra do material restante.

A segunda etapa é o complemento da construção. Aí a família beneficiária tem que comprovar a compra do material e a mão de obra (pessoa que receberá assistência técnica e será acompanhada na autoconstrução).

O prazo para a conclusão da segunda etapa é de 24 meses contados a partir da assinatura de autorização para execução da obra.