No País, MS é o 7º em que o trânsito mata mais que homicídios

Pesquisa leva em consideração número de seguros pagos por mortes.

Em trânsito calmo, veículos trafegam na Avenida Afonso Pena sentido centro da cidade. - Foto: Henrique Kawaminami

Mato Grosso do Sul é o sétimo estado brasileiro em que o trânsito deixa mais vítimas fatais do que os crimes de homicídio, latrocínio e lesão corporal seguida de morte. O levantamento é da Seguradora Líder, administradora do Seguro DPVAT (Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre), e levou em consideração o ano de 2018.

No Estado, foram registradas 601 mortes em decorrência de acidentes no transito, enquanto óbitos por crimes violentos somam 480, no ano passado. Segundo o estudo, a conclusão chega-se a partir do total de indenizações pagas por morte pelo seguro obrigatório e os dados das Secretarias Estaduais de Segurança Pública – no caso de MS, a Sejusp.

São Paulo e Minas Gerias encabeçam a lista, com 5.462 e 4.127 indenizações pagas por acidentes fatais no trânsito. Mortes por crimes violentos foram 3.464 e 3.234, respectivamente, em 2018.

Os nove estados somam 17 mil pagamentos pelo DPVAT, o que representa 46% do total de seguros pagos por acidentes fatais em todo País. Os demais estados que lideram a lista são: Paraná (2.712 sinistros X 2.088 mortes violentas); Santa Catarina (1.537 X 840); Mato Grosso (1.143 X 978); e Piauí (1.111 X 615). Tocantis 593 no trânsito e 412 crimes violentos e Rondônia registrou 505 e 448, completando a lista de nove unidades federativas.

Sem citar dados específicos de Mato Grosso do Sul, a seguradora afirma que, de um modo geral, em todos os estados, as motocicletas estiveram entre os veículos com maior participação nos acidentes fatais. 

O comandante do Batalhão de Trânsito de Campo Grande, tenente-coronel Franco Alan, questiona o método de apuração do levantamento, por existir eventuais fraudes de pessoas que se acidentaram e também problemas no registro do acidente.

Por exemplo, o motorista pode ter sofrido acidente e morrido no Paraná, mas o seguro ser sacado em Mato Grosso do Sul. Neste caso, a 'conta' fica para o Estado, mesmo que o caso tenha acontecido em outra unidade federativa.

Distante – O Brasil mantém meta com a ONU (Organização das Nações Unidas), desde 2011, para redução na metade do quantitativo de vítimas fatais no trânsito. Na época, eram registradas 24 mortes a cada 100 mil habitantes. Em 2018, a dois anos do fim do acordo, a média foi de 21.

Mesmo assim, os dados de 2018 indicam diminuição. Em 2017, nos nove estados citados, foram pagas mais de 19 mil indenizações do Seguro DPVAT à cobertura por morte. Em comparação ao ano passado, houve uma queda de 8%.

Ainda de acordo com a pesquisa, a PRF informou que as principais causas dos acidentes, que resultam em óbitos, é falta de atenção, desobediência às leis de trânsito e velocidade incompatível com o limite da rodovia.

Maio Amarelo – O levantamento vem em momento oportuno para ser discutido. Maio é o mês oficial de conscientização sobre violência no trânsito. Por parte da Prefeitura de Campo Grande, atividades e ações serão divulgadas no lançamento da campanha, na próxima terça-feira (dia 7), na Avenida Afonso Pena, esquina com a Rua 25 de Dezembro, a partir das 8h30. Serão feitas abordagens educativas e distribuição de brindes para os motoristas e pedestres.