Falta do cinto de segurança é a terceira infração mais comum nas rodovias

Segundo a Polícia Rodoviária Federal, 13% dos motoristas não usam o cinto regularmente. Só em 2018, a PRF multou 170 mil pessoas que viajavam sem proteção.

- Foto: Luciana Mandler/ Jornal Arauto

O uso do cinto de segurança é obrigatório no Brasil há mais de 20 anos. Mesmo assim, muitos motoristas e passageiros ignoram a importância dele, inclusive no banco de trás.

A falta do cinto de segurança é a terceira infração mais comum nas rodovias brasileiras. Só em 2018, a Polícia Rodoviária Federal multou 170 mil pessoas por isso. No primeiro trimestre de 2019, foram 42 mil, mais do que no mesmo período de 2018.

São 13% os motoristas que não usam o cinto regularmente. Quando se trata do passageiro do banco da frente, o número sobe para 15%. Já entre os passageiros do banco de trás, mais da metade nem se lembra do equipamento de segurança.

Os agentes da Polícia Rodoviária Federal dizem que é raro um motorista alegar que não sabia que é obrigatório usar o cinto de segurança em todos os passageiros. Para eles, o que falta não é informação, é consciência.

“Numa velocidade normal, de 80 quilômetros por hora, ao ocorrer uma colisão, uma frenagem brusca, esse corpo vai ser projetado de uma forma tão violenta que ele pode também matar quem está usando o cinto, então, o passageiro solto vira uma arma”, disse Francisco Élcio Lucena, superintendente da Polícia Rodoviária Federal de Mato Grosso.

Em meia hora de blitz na BR-364, em Cuiabá, foram sete autuações. O operador de caixa Osmael Nascimento foi o bom exemplo do dia. “Às vezes eu olho. O mais pequenininho, mesmo, de vez em quando tira o cinto. Eu vou lá, brigo com ele, faço ele pôr. E falo que tem que ser, porque se não é perigoso”, disse.

A multa para quem é flagrado sem cinto é de R$ 195,23, além da perda de cinco pontos na carteira.