Lira registra aumento de 110% no índice de infestação do Aedes

Até agora foram 1.460 notificações, número que coloca Sidrolândia em terceiro lugar no ranking estadual.

- Foto: Paloma Stedile

Mesmo com o reforço na coleta de galhos e lixo retirado dos quintais pelos moradores, aumentou em 110% o índice de infestação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue. Até agora foram 1.460 notificações, número que coloca Sidrolândia em terceiro lugar no ranking estadual, atrás apenas de Três Lagoas (com 3.831 casos) e Campo Grande (que tem 10.034 notificações).

Esta incidência já supera a de 2016, ano em que pela última vez a cidade registrou epidemia (1.039 casos). Nas últimas três semanas o número de registros oscilou de 136 (na semana 16), para 63 (semana 17) e caiu para 55, na semana 18, encerrada no sábado.

O LIRA (Levantamento Rápido de Índices do Aedes Aegypti) concluído na última sexta-feira ficou em 1,85%, ou seja, para cada grupo de 100 casas, em quase duas, foram constatados focos do mosquito. A situação mais alarmante seria na zona rural, onde é mais difícil o trabalho de conscientização, dentre outras razões porque a população é dispersa.

Outra dificuldade é que 9 microrregiões estão sem cobertura de agentes de saúde, porque os funcionários estão de atestado médico, pediram exoneração ou se aposentaram. Está em andamento um processo seletivo para suprir essas vagas. Os agentes fazem o trabalho de campo, de casa em casa, alertando os moradores de manter seus quintais limpas, evitando principalmente, o acúmulo de recipientes (como garrafas pet) de água.  

Este índice do último LIRA representa um retrocesso em relação ao levantado em março, quando ficou abaixo de 1% (0,88%), considerado aceitável pelo Ministério da Saúde. O levantamento anterior foi reflexo positivo da mobilização realizada pela Secretaria Municipal de Saúde, que promoveu uma força-tarefa em parceria com outras secretarias para visitar todas as casas levar recipientes pequenos e revirar os grandes (como tanques, tambores) onde a água da chuva poderia ficar armazenada, criando o ambiente adequado para a proliferação de larvas e eclosão de óvulos do mosquito.

O pico da infestação foi em janeiro, quando chegou a 2,41%. Em média, estão sendo coletados em média uma milhão de toneladas de entulho retirado dos terrenos. O principal foco da dengue está nas residências.