Ex-tratorista que virou produtor é destaque em rede nacional no Globo Rural

Produtor Antenor Caríssimi teve sua trajetória mostrada neste domingo em rede nacional no Global Rural.

Gaúcho de Antônio Prado, “Caríssimo” conta que segredo do truinfo é economizar e “nunca gastar mais do que se ganha” - - Foto: Bruno Henrique/Correio do Estado

A trajetória do produtor Antenor Caríssimi, gaúcho de Antônio Prado, cidade a 1.295 quilômetros de Sidrolândia, foi mostrada neste domingo em rede nacional no Global Rural, o mais tradicional programa voltado ao segmento agropecuário da teve brasileira.

Por 20 anos ele trabalhou como tratorista de propriedades do ex-prefeito Ari Basso, seu conterrâneo, juntou economias e em 1994, comprou os seus primeiros 98 hectares na saída para Campo Grande, às margens da BR-060, onde um hectare vale em torno de R$ 40 mil.

Transcorridos 25 anos, agora com 62 anos, hoje é dono de 600 hectares e arrenda os 387 hectares, sempre obtendo níveis de produtividade (62 sacas de soja por hectare), acima da média do município (55 sacas). A safra passada, em função da seca, a produtividade da lavoura caiu 20% (para 49 sacas), com isto, deixou de recolher 20 mil sacas de soja, o que corresponde a um faturamento bruto de R$ 1,320 mil.

Em consequência desta queda do faturamento, pela primeira vez em 10 anos, terá de recorrer ao banco para financiar parte da próxima safra de soja, que tem um custo médio de quase R$ 2 mil por hectare, exigindo um investimento perto de R$ 2 milhões. Sua torcida agora é que o tempo ajude para garantir uma boa colheita de milho e o preço não despenque na hora da comercialização.

Enquanto boa parte dos 4 mil assentados, que ganharam a terra, crédito para construir as casas e pode recorrer ao Pronaf a juros subsidiados, mal consegue produzir para subsistência, Antenor de trabalhador rural, transformou-se em produtor de médio porte. Ele diz que o “segredo” é trabalhar muito, não gastar mais do que se ganha e principalmente, fazer economia.

“Cheguei em Sidrolândia em 1974, então um rapaz solteiro de 19 anos. Não conhecia nada aqui, a não ser o senhor Ari que me trouxe pra cá. Trabalhei com ele por 20 anos, até que em 1994, juntei o dinheiro suficiente para comprar minha terra”. Um dos filhos, Afonso, formou-se em agronomia, ajuda na incorporação de novas tecnologias na lavoura. Veja a reportagem.