Conta de luz volta a ficar mais cara no mês que vem

Com anúncio de nova bandeira tarifária, conta de energia elétrica, que já teve reajuste em abril, terá aumento em junho.

Com vários aumentos, é bom economizar ainda mais energia, desligando ítens de algo consumo, como ar condicionado - - Foto: Álvaro Rezende / Correio do Estado

Além de pagar 12,39% mais caro pela tarifa de energia elétrica desde abril, após reajuste autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) à concessionária do serviço em Mato Grosso do Sul, a Energisa MS, consumidores do Estado vão receber a partir do dia 1º de junho as contas de luz com a bandeira tarifária também reajustada. A alta pode chegar a 50%, dependendo da cor da bandeira que for anunciada para o próximo mês. 

A elevação nos custos da bandeira tarifária consta de resolução aprovada nesta terça-feira (21) pela Aneel e de acordo com a proposta, o maior índice de reajuste foi para a amarela, que passará de R$ 1 para R$ 1,50 a cada 100 kilowatts-hora, uma alta de 50%. O valor da bandeira vermelha 1 passou de R$ 3 para R$ 4, aumento de 33,3%, enquanto o patamar 2 da bandeira vermelha foi de R$ 5 para R$ 6, elevação de 20%. Segundo a agência, a alteração foi especialmente motivada pelo déficit hídrico do ano passado, que reposicionou a escala de valores das bandeiras.

Depois de quatro bandeiras tarifárias consecutivas na cor verde neste ano (de janeiro a abril), neste mês está vigorando a bandeira amarela — com custo de R$ 1,00 a cada quilowatt/hora consumido. Conforme informações da agência, maio é o mês de início da estação seca nas principais bacias hidrográficas do Sistema Interligado Nacional (SIN) e embora a previsão hidrológica para o mês indique tendência de vazões próximas à média histórica, o patamar da produção hidrelétrica já reflete a diminuição das chuvas, o que eleva o risco hidrológico (GSF), motivando o acionamento da bandeira amarela. 

Em 2018, o consumidor brasileiro recebeu a conta de energia elétrica com a bandeira verde em cinco meses: janeiro, fevereiro, março, abril e dezembro. A modalidade amarela ficou em vigor por duas vezes, maio e novembro, enquanto entre junho a outubro, foi vermelha no patamar 2.  

Quando considerados somente os meses de junho, o patamar foi vermelho em 2015 e verde em 2016 e 2017. O sistema de bandeiras tarifárias foi adotado pela Aneel em 2015 e a primeira revisão dos custos ocorreu em 2017. 

COMO FUNCIONA

O sistema de bandeiras tarifárias sinaliza o custo real da energia gerada, possibilitando aos consumidores o bom uso da energia elétrica. O funcionamento é simples: as cores verde, amarela ou vermelha (nos patamares 1 e 2) indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração.

O custo que determina a bandeira a ser adotada depende das condições do nível dos reservatórios. Quando eles estão cheios a bandeira é verde, mas quando chega o período da estiagem os reservatórios diminuem o seu volume de água e a geração de energia fica mais cara com acionamento das térmicas. É neste momento que passam a vigorar as bandeiras amarela e vermelha nas contas de luz, conta que vai direto para o bolso do consumidor.