Após pedido de Bolsonaro e ministros, PSL vai votar por manter Coaf na Economia, diz líder do partido

Senador Major Olímpio disse que bancada não apresentará alterações à medida provisória que reestruturou ministérios.

Líder do PSL no Senado, Major Olímpio (SP) - Foto: Jorge William / Agência O Globo

O líder do PSL no Senado, Major Olímpio (SP), afirmou nesta terça-feira (28) que o partido atenderá ao pedido de ministros do governo e do presidente Jair Bolsonaro e votará pela mudança do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Justiça para o da Economia, como já havia aprovado a Câmara dos Deputados.

Olímpio deu a declaração após uma audiência com Bolsonaro no início desta tarde. O senador disse que tanto o ministro da Justiça, Sergio Moro, quanto o da Economia, Paulo Guedes, pediram para que a medida provisória que reestruturou os ministérios fosse aprovada no Senado sem modificações em relação ao texto votado na Câmara.

Aliados do governo tentavam manter o Coaf sob a alçada do Ministério da Justiça, como estava previsto no texto original da medida provisória. A volta do conselho para a Economia foi aprovada na Câmara, na votação da MP. Agora, se o Senado modificar o texto, a MP tem que ser reanalisada pelos deputados, o que pode fazer o texto "caducar". Isso porque a MP perde a validade no dia 3 de junho e até lá precisa ser aprovada no Congresso.

“Nós vamos votar com o pedido do presidente, com o pedido do Paulo Guedes. Além do pedido é uma certeza de que será mantido a estrutura do Coaf dentro do que é possível”, disse Olímpio.

Se a MP perder a validade, o governo teria, por exemplo, que retomar a estrutura de 29 ministérios na Esplanada, como era no governo do ex-presidente Michel Temer. A medida provisória de Bolsonaro diminuiu o número para 22.

“Nós, o tempo todo, batalhamos para que o Coaf ficasse nas mãos do ministro Sergio Moro, no Ministério da Justiça, mas diante do pedido do presidente da República, do próprio Sergio Moro e do Paulo Guedes estarem afirmando para o país que nós não podemos colocar em risco a reforma administrativa, isso poderia gerar a obrigatoriedade da criação de 29 ministérios”, argumentou Olímpio.

“Cada um deles tem o livre arbítrio, o livre convencimento neste momento, como em todas as votações. Onde nós não temos embate é no PSL entre os quatro senadores. Temos uma harmonia total com isso e o nosso voto será único e vamos conversando ao longo da tarde. Em relação ao destaque, não apresentaremos destaque e faremos um esforço para que não haja destaque”, concluiu o senador.