‘Amor e companheirismo são ingredientes indispensáveis', revela casal que celebra 50 anos de namoro

Itevalte Roelles Patrício de 72 anos e Divina José Patrício, de 68 estão juntos há 50 anos e residem em Sidrolândia.

Aposentados Itevalte Roelles Patrício de 72 anos e Divina José Patrício, de 68 - Foto: Marcos Tomé/Região News

Em tempos onde tudo é fugaz, inclusive os relacionamentos, encontrar um casal que está celebrando 50 anos de casamento, um namoro de meio século, é razão suficiente para acreditar que de fato, o amor ainda em está no ar, não só quando se aproxima o Dia dos Namorados, comemorado na próxima quarta-feira (12).

Haverá sempre uma oportunidade para uma celebração romântica. Ao contrário do que pregam alguns desencantados, na vida real é ainda possível encontrar casais com histórias duradouras de amor.

Juntos há cinco décadas, os aposentados Itevalte Roelles Patrício de 72 anos e Divina José Patrício, de 68, moradores há 17 anos do Geraldo Garcia, são a prova viva de que relacionamentos podem durar uma vida inteira.

Pais de 3 filhos, avós de 13 netos, os idosos, se conheceram em São Paulo. Itevalte, na época com 21 anos, foi de Santa Catarina, onde residia, até São Paulo para comprar um par de alianças e oficializar um noivado quando retornasse.

Na capital paulista, conheceu dona Divina, que trabalhava na empresa Doces Confiança e foi amor “à primeira vista”. “Nos conhecemos na igreja, começamos a trocar olhares e nos apaixonamos. Ele então se separou da noiva e estamos juntos até hoje”, lembra dona Divina, sem conter o sorriso. 

Ela garante que mantém com o marido o mesmo companheirismo do início do relacionamento, levando uma vida de maneira simples. Ao longo dos últimos 50 anos, foram várias mudanças, entre São Paulo, Rio Grande do Sul e Mato Grosso, antes de chegar a Sidrolândia.

Dona Divina lembra que o inicio da relação foi difícil, os dois não tinham condições de oficializar a união, nem comprar os móveis para mobiliar a casa. “Minha família chegou um ano antes dele em São Paulo, não tínhamos condições de pagar o casamento e os móveis, mas queríamos oficializar a união”.

Foi neste momento que a cumplicidade e força de vontade teve início entre os dois. “Nós fizemos um "acordo", nos unimos, ele comprou os móveis e eu paguei o casamento”, conta. Foram 9 meses economizando para celebrar a união. “No começo achei que não ia durar muito, por que não tínhamos condições, nossa primeira compra foi feita pela minha sogra”.

Como conselho, seu Itevalte recomenda uma receita básica: sinceridade mútua. Já dona Divina diz que é fundamental “cultivar o amor, sem olhar as dificuldades, por que elas aparecem. Um não querer ser mais que o outro, compreensão e consideração um pelo outro”, finaliza.