Antes de morrer Luiz Otávio relatou que assassino o fez ajoelhar e rezar, conta testemunha

Esta versão, foi confirmada pelo irmão mais velho de Luiz Otávio, de 13 anos, que testemunhou o crime.

Luiz Otávio Santana, 11 anos não resistiu ao ferimento e faleceu à caminho do Hospital. - Foto: Reprodução/Facebook

Em depoimento à Polícia, Alécio Ribeiro dos Santos, 38 anos, que sábado fez da sua caminhonete cabine dupla lotação para levar a família de Luiz Otávio Santana até a Fazenda Furnas, região da Serra Cerro Corá, disse ter ouvido o relato do garoto, enquanto o trazia (já ferido) para atendimento no hospital, de que o autor do disparo, Ivan Alyffer Albuquerque,  obrigou ele a se ajoelhar, rezar um pai nosso e aí então fez um disparo a queima roupa que acabou matando o garoto. Esta versão, foi confirmada pelo irmão mais velho de Luiz Otávio, de 13 anos, que testemunhou o crime.

  Alécio  foi contratado no sábado por familiares de Luiz Otávio para levá-los até a Fazenda Furnas, onde passariam algumas horas de lazer. Permaneceu na sede da propriedade enquanto aguardava o horário de fazer a viagem de retorno à cidade. Em determinado momento percebeu o tumulto. Ouviu  disparo, viu a imobilização do autor, que acabou vindo na caminhonete quando o garoto ferido era trazido para ser socorrido no hospital. No trajeto, pouco antes de morrer, Luiz Otávio, relatou o que aconteceu, pediu para Alécio puxar uma das suas pernas e em seguida faleceu.

Quando a Polícia Militar (acionada por familiares) se aproximou da caminhonete, Ivan tentou escapar, mas foi contido por Alécio. Ao ser preso pela guarnição, o rapaz alegou que o disparo foi acidental, chorou bastante e disse que não havia feito nada.

Conforme o auto de prisão em flagrante, familiares da vítima relataram que o suspeito saiu para pescar jacaré numa mata na Fazenda Furnas, levando Luiz e o irmão dele. Após o disparo, Ivan tentou fugir em meio à vegetação, mas foi contido pelos moradores do entorno.

 Foi apreendida a arma do crime, um revólver calibre .22 com quatro munições, sendo uma deflagrada.  No relato que fez à Polícia, o irmão de  Luiz Otávio também contou esta versão sobre os momentos que antecederam o que parece ter sido uma execução: no retorno da caçada (ou pesca), Ivan pediu para Luiz se ajoelhar e rezar o pai nosso, .odem acatada pela criança. Depois disso, o suspeito  chamou os irmãos de vagabundo, foi quando Luiz soltou a mão do criminoso, que  nesse momento, teria puxado o gatilho e atirado.

Após os disparos, o rapaz  começou a chorar., enquanto o irmão de Luiz Otávia corria para chamar a mãe. Na delegacia, Ivan alegou que o disparo foi acidental, que o tiro era para acertar o jacaré. Ivan é casado com uma adolescente de 16 anos (prima dos garotos)  e já respondeu a processo por violência doméstica.

A dona de casa Maria Aparecida Santana Flores, 48 anos, mãe de sete filhos contando com a vítima, disse que só deixou os filhes irem caçar com o autor, porque não sabia que ele estava armado.