Com preventiva decretada, assassino de Luiz Otávio diz que tudo não passou de brincadeira

Ivan levou Luís e o irmão da vítima, de 13 anos, para caçar jacaré. O homicídio ocorreu no retorno desse passeio.

Ivan Alyffer Albuquerque Rocha, 23 anos - Foto: Reprodução/Facebook

Com a prisão preventiva decretada pela Justiça, Ivan Alyffer Albuquerque Rocha, 23 anos, no depoimento que prestou ao delegado Diego Dantas, negou ter planejado o crime e sustenta a versão de ter sido um acidente o disparo que atingiu a criança. Repetiu várias vezes que tudo não "passou de brincadeira".

Luís, que foi sepultado na manhã desta segunda-feira no Cemitério São Sebastiao, foi morto com tiro no peito no fim da tarde de sábado (8), na Fazenda Furnas, região do Cerro Corá, zona rural de Sidrolândia.

Ivan levou Luís e o irmão da vítima, de 13 anos, para caçar jacaré. O homicídio ocorreu no retorno desse passeio. Antes de perder a consciência, o garoto contou que foi obrigado a ajoelhar e rezar, fato também confirmado pelo irmão da vítima.

Ao delegado confirmou que obrigou a criança a ajoelhar e rezar, mas que isso fazia parte da brincadeira. O menino teria obedecido e rezou, com as mãos para trás. O suspeito, posicionado na frente da criança apontou a arma e disse que o disparo foi acidental. "Ele disse que era só para assustar", relatou o delegado.

Após o disparo, Ivan tentou fugir em meio à vegetação, mas foi contido pelos moradores do entorno. Segundo ele, o revólver calibre .22 estaria sem munição, versão que a polícia acredita que não seja a real, já que Ivan havia relato que havia usado a arma para atirar em jacaré, pouco antes.

Motivação – Até agora, o delegado interrogou a mãe da vítima, a esposa do autor, esta, adolescente de 16 anos, prima de Luís, e outras testemunhas relacionadas à família.

Em 2015, Ivan foi indiciado por violência doméstica, por ter agredido a esposa e chegou a ficar preso três meses, mas segundo Dantas, não há relatos de que o crime possa ter sido cometido por vingança por alguma desavença familiar. Um tio de Luiz Otávio, o pintor Nilton Vargas Lemes, acredita que o suspeito premeditou o crime como forma de vingar da família da mulher por tê-lo denunciado.  

A polícia deve encerrar o inquérito até sexta-feira, com indiciamento de homicídio doloso qualificado por emprego de meio cruel e agravado pelo fato da vítima ser menor de idade. Ivan também deve responder por porte ilegal de arma de fogo. Com informações do Campo Grande News.