Profissional selecionado pelo Mais Médico para zona rural em Sidrolândia terá de se apresentar até dia 28

A Secretaria de Saúde enfrenta dificuldades para encontrar profissionais quem estejam dispostos a enfrentar a rotina.

O profissional chega no momento em que faltam médicos para atuar em duas unidades básicas de saúde - Foto: Divulgação

O médico Francisco Carlos Brasil Leite, selecionado pelo programa Mais Médicos, do Ministério da Saúde, para atuar na zona rural de Sidrolândia, tem até o próximo dia 28, para começar a trabalhar. O profissional chega no momento em que faltam médicos para atuar em duas unidades básicas de saúde que atendem moradores de assentamentos, a do Capão Bonito 2 e da sede do Assentamento Eldorado, sem médico e agente de saúde desde outubro do ano passado.

A Secretaria de Saúde enfrenta dificuldades para encontrar profissionais que estejam dispostos a enfrentar uma rotina diária de até 100 quilômetros (considerando ida e volta) para chegar até o local de trabalho, com o salário bruto de R$ 15 mil.  

Para quem mora na zona rural o acesso a saúde, não é fácil, mesmo quando há médicos nos postos, que normalmente atendem três vezes por semana (segunda, quarta e sexta-feira), com o limite de 20 consultas por dia. Quando o profissional entra de férias, o atendimento é suspenso porque não há substituto. Isto aconteceu mês passado no posto do distrito de Quebra Coco.

A situação piorou no Assentamento Barra Nova 2, que fica a 70 quilômetros da área urbana, quase na divisa de Sidrolândia com Nova Alvorada do Sul e Rio Brilhante. Há 15 dias a comunidade não recebe mais a visita semanal do médico (destacado no posto Capão Bonito 2, que fica a cerca de 20 km de distância).

Quem mais sofre são os idosos que tem problemas respiratórios, acentuados neste período de seca, que periodicamente precisam passar por consulta para se medicar. “Sem médico, apenas com a enfermeira, o atendimento no posto fica restrito”, alerta o vereador Itamar Souza, que nesta semana denunciou na sessão da Câmara, os problemas enfrentados pela população desta região da zona rural.

Dona Hilda Riquelme Cardoso, que mora na região do Bafo da Onça, no Assentamento Eldorado, desde outubro (com o virtual fechamento do posto da sede que fica a 15 km de onde mora), enfrenta uma maratona para levar a mãe e o tio (ambos idosos), para atendimento a 35 quilômetros de onda mora, no Posto do Capão Seco. Precisa chegar antes das 5 horas da manhã para conseguir uma das 20 disponíveis as segundas, quartas e sextas-feiras. A espera é dificultada quando chove, já que até a abertura do posto as 7 horas não há um local com cobertura, com espaço para abrigar todo mundo.

A entrada em funcionamento do PSF no antigo prédio do Centro de Especialidades Médicas na Rua Rio Grande Norte, para atender a população rural não facilitou a vida de dona Hilda. No mês passado ela trouxe o tio e a mãe para serem atendidos no posto (a 15 km de onde mora). Foi informada que o posto de atendimento para mora no Eldorado é no Capão Seco.