Estiagem de 50 dias reduz em até 35% produtividade do milho tardio e pode comprometer supersafra

Conforme estimativa, com produtividade média de 80 sacas, Sidrolândia deve retomar 2° lugar como maior polo de produção.

Até agora menos de 10% da área plantada foi colhida - Foto: Aprosoja-MS

A estiagem em Sidrolândia, que já dura mais de 50 dias, está comprometendo a produtividade das lavouras de milho que foram plantados entre o final de fevereiro e a primeira quinzena de março.

Em algumas regiões, como do Capão Bonito, produtores como Claiton Straube, que plantou 300 hectares, calcula que na média a seca reduzirá em 35% sua expectativa de colheita, com o rendimento caindo de esperados 105 para 65 sacas, embora em cerca de 70 hectares, onde o cultivo foi mais precoce, o desempenho deve ficar dentro da expectativa. Até agora menos de 10% da área plantada foi colhida.

Na avaliação do produtor Paulo Stefanello, que optou por plantar sua lavoura de 3 mil hectares até a mesma primeira semana de fevereiro e portanto se livrou dos efeitos da estiagem, ainda é cedo para cravar que a seca vai comprometer a estimativa de uma supersafra, mas certo que haverá uma redução de 10 a 15% no conjunto da produção de Sidrolândia. “A safra que começou a ser colhida será melhor que a do ano passado, mas um pouco abaixo do esperado”, avalia.

Segundo o gerente da unidade local da Coamo, Walmir Ritter, muitos produtores atrasaram o plantio porque logo após a colheita da soja, decidiram corrigir o solo, aplicando cama de frango, gesso, na expectativa de melhor o desempenho da lavoura na próxima safra de verão.

Conforme a última estimativa do IBGE, com produtividade média de 80 sacas por hectare, Sidrolândia deve retomar o segundo lugar como maior polo de produção do milho safrinha de Mato Grosso do Sul que perdeu para Dourados ano passado quando a seca na fase de desenvolvimento da planta, reduziu em 38% a produtividade, de 95,1 para 59 sacas por hectare.

Houve o cultivo de 195 mil hectares, maior que a da safra passada (187.356 hectares). A estimativa mais recente, fechada na reunião no Sindicato Rural do grupo de acompanhamento da safra do IBGE, projeta uma produção de 936 mil toneladas, recorde nos últimos anos, superando a da safra de 2017, até então a maior, quando foram colhidas 918 mil toneladas. Ano passado a produção sidrolandense ficou em 663 mil toneladas.