Manhã fria, tarde quente: amplitude térmica é a marca do inverno brasileiro

Pontos do Sudeste e Centro-Oeste tiveram máxima de 36°C, cinco graus acima da média histórica.

- Foto: Reprodução/G1

Dias muito frios e tardes muito quentes - tem sido assim em grande parte do Brasil. O dia até começa bem friozinho e haja agasalho. Lá para o meio-dia, a blusa de frio sai de cena.

“Eu chego aqui no centro às 4h. Olha o monte de roupa aqui”, diz a jovem.

O nome disso é amplitude térmica, a variação enorme da temperatura em todo o dia. É uma característica do inverno, mas agora está acima do normal.

Céu claro, sem nuvens para impedir os raios de sol. Por isso vai esquentando ao longo do dia. Em Belo Horizonte, a temperatura chegou a 25°C e 26°C na maior parte de junho. Isso significa um grau acima da média histórica.

Em outros pontos do Sudeste e boa parte do Centro-Oeste, a máxima chega a 35°C, 36°C, o que significa até cinco graus acima da média histórica.

“Um dos fenômenos que explica essas temperaturas elevadas é o El Niño, que está atuando no Pacífico e impacta várias regiões do globo, inclusive no Brasil. E uma outra situação é que tem um bloqueio no Sul do país, que impede um avanço de frentes frias. Então, as frentes frias quando chegam ao Sudeste estão mais fracas e não causam aquela queda de temperatura normal para esse período”, explicou o meteorologista Arthur Chaves.

“É o corpo inteiro que sofre. Nossos olhos vão ficar mais secos, nosso nariz fica um pouco mais seco, nossa garganta mais seca, nossa pele mais seca. Então, as pessoas têm que se hidratar muito nesse período para evitar esses problemas”, orientou o pneumologista Luiz Fernando Pereira.

E a variação da temperatura vai continuar fazendo este inverno virar uma mistura de estações.