Por exigência da Caixa, projeto habitacional foi redimensionado de 253 para 117 unidades

Foi aprovada a construção de 117 casas com 42 metros quadrados de área construída, em terrenos de 200 m².

Nesta terça-feira os dirigentes da Engepar se reuniram com o prefeito Marcelo Ascoli e secretários, para protocolar o projeto de infraestrutura - Fotos: Assessoria de Imprensa

O projeto habitacional numa área da Prefeitura e 6,6 hectares no Diva Nantes, formado de Parceria Público Privada, após quatro revisões, por exigência da Caixa Econômica Federal, foi integralmente remodelado. Não serão mais construídas 253 unidades habitacionais (212 apartamentos e 41 casas) previstas no edital lançado em abril do ano passado, em formato de condomínio, com centro comunitário, pista de caminhada.

Foi aprovada a construção de 117 casas com 42 metros quadrados de área construída, em terrenos de 200 metros quadrados, num modelo tradicional de conjunto habitacional. Só a construção dos imóveis deve custar R$ 13,4 milhões, enquanto só a infraestrutura vai custar R$ 2 milhões.

O empreendimento que inicialmente era enquadrado na faixa 1,5 do Minha Casa, Minha Vida, para quem tem renda a partir de R$ 1.600,00, será da faixa 2, destinada a quem tenha renda familiar a partir de 2 salários mínimos, aproximadamente R$ 2 mil.

Nesta terça-feira os dirigentes da Engepar se reuniram com o prefeito Marcelo Ascoli e secretários, para protocolar o projeto de infraestrutura do empreendimento, que inclui drenagem, pavimentação, rede de esgoto (com estação elevatória), água e energia elétrica. O projeto está em fase de análise na Caixa Econômica Federal. A expectativa é que todo o tramite burocrático seja concluído neste segundo semestre.

A construção de um empreendimento habitacional nesta área de 6,6 hectares no Diva Nantes, no formato de Parceria Público Privado, se arrasta desde 2015, quando a Prefeitura firmou parceria com a Ideal Incorporadora que construiria 239 casas, no formato de condomínio fechado. A atual gestão cancelou a PPP porque a área foi entregue à Ideal sem licitação. Por recomendação do Ministério Público abriu licitação para empresas interessadas se habilitarem. 

A Engepar Engenharia foi habilitada em abril do ano passado e setembro, apresentou a primeira versão do projeto com previsão de serem investidos R$ 22 milhões. Os 212 apartamentos e as 41 casas, seriam destinados a famílias com renda até R$ 2,6 mil (faixa 1,5), que teriam direito a subsídio de até R$ 18 mil, o que reduziria de R$ 90 mil para R$ 72 mil o valor do imóvel a ser financiado. As 41 casas teria  45,40 metros de área construída e os apartamentos de 42,94 metros quadrados,  divididos em 53 blocos (cada um com quatro apartamentos). 

No total, o residencial teria 13.674,14 metros, uma vaga de estacionamento por unidade habitacional; mais 13 de carros, 26 vagas de motocicleta e 24 de bicicletas, além de um playground numa área de 25 metros. O projeto contemplava instalação de sistema de energia solar (complementar a rede convencional) e cisternas, para armazenar água da chuva que seria reaproveitada na irrigação de jardins e limpeza de calçadas.