Deputados mudam de ideia, mas redução de salários vence

Sete parlamentares votaram contra em mais um dia de confusão na Assembleia; Veja os vídeos

Foi mais um dia de muito protesto na Assembleia - - Foto: Bruno Henrique/Correio do Estado - Capa: Luciana Nassar/ALMS

Aos gritos de “vocês traíram 11 mil”, os deputados aprovaram, em segunda votação, nesta quinta-feira, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALMS), projeto de lei do Executivo que reduz salários e benefício de professores.

O número é referente aos profissionais contratados na rede estadual de ensino, que conta ainda com 8 mil concursados, também impactados pela nova medida. Apesar de alguns mudarem o posicionamento em relação a votação relizada ontem, o número não foi suficiente para manter direitos dos servidores. 

O projeto foi aprovado por 14 votos a favor. Além dos deputados Pedro Kemp (PT), Renan Contar (PSL) e Rinaldo Modesto (PSDB), que já haviam se posicionado contra o projeto, também ficaram contra a proposta Onevan de Matos (PSDB), Antônio Vaz (PRB) e Marçal Filho (PSDB). Ontem, eles haviam votado a favor do governo do Estado. O deputado Lucas de Lima (SD), que não compareceu na votação ontem, se posicinou contra o projeto. 

Não participaram a votação, os deputados Cabo Almi (PT), que afirmou não ter chegado a tempo por causa do trânsito, e Lídio Lopes (PATRI), que saiu do plenário no momento da sessão. 

Ontem, os professores tentaram impedir a votação do projeto de lei que reduz salário e benefício de professores. Bate boca e xingamentos ocorreram no plenário e a segurança teve de ser reforçada na ALMS. Apesar da pressão, o texto foi aprovado em primeira votação. 

Das 16 emendas apresentadas na Comissão de Constituição de Justiça ao projeto de lei, apenas sete foram acatadas pelos deputados. A maior parte das alterações incluídas no texto foi proposta pelo Executivo Estadual. 

O Projeto de lei complementar do Executivo de Mato Grosso do Sul – n° 9/2019 – que, prevê alterar a remuneração de aproximadamente 9 mil professores convocados, começou a tramitar nesta terça-feira, em regime de urgência. Governo alega economia de até R$ 130 milhões em um ano caso mudanças sejam aprovadas.

Confira o protesto de professores contra os deputados:

Confira o voto de cada deputado:

A FAVOR:                                                                               CONTRA:

Barbosinha (DEM)                                                              Pedro Kemp (PT)
                           
Coronel David (PSL)                                                           Renan Contar (PSL)

Eduardo Rocha (MDB)                                                        Lucas de Lima (SD)

Evander Vendramini (PP)                                                    Rinaldo Modesto (PSDB)

Gerson Claro (PP)                                                              Onevan de Matos (PSDB)

Herculano Borges (SD)                                                       Antonio Vaz (PRB)

Londres Machado (PSD)                                                      Marçal Filho (PSDB)

Márcio Fernandes (MDB)

Neno Razuk (PTB)

Renato Câmara (MDB)

Zé Teixeira (DEM)

João Henrique Catan (PL)

Felipe Orro (PSDB)