Adolescente de 14 anos apreendido vendendo droga na praça do São Bento

Com o garoto, que garantiu não ser usuário de droga, os policiais encontraram R$ 59,00, obtido com a venda.

Adolescente que ainda vai completar 14 anos, no próximo dia 5 de novembro, foi apreendido ontem - Foto: Divulgação/PM

Um adolescente que ainda vai completar 14 anos, no próximo dia 5 de novembro, foi apreendido ontem, quinta-feira por volta das 20 horas, vendendo maconha e pasta base de cocaína na Praça do São Bento. Com o garoto, que garantiu não ser usuário de droga, os policiais encontraram R$ 59,00, dinheiro, segundo ele, obtido com a venda de porções de pasta base de R$ 10,00.

Ao ser abordado pelos policiais, o adolescente aparentando nervosismo, negou que estivesse usando ou portando droga. Numa rápida busca a guarnição encontrou um cigarro de maconha escondido no solado do chinelo e uma porção de pasta base. Sobre o dinheiro que tinha no bolso do short, primeiro informou que era do avô, mas acabou confessando ter obtido com a venda de droga.

A Praça Tancredo Neves, no Bairro São Bento, que fica em frente da Escola Porfiria do Nascimento onde durante o dia estudam quase 800 alunos e o entorno do Ginásio Brizolão, se transformaram numa espécie de laboratório de uma ensaio de uma cracolândia onde não só adolescentes, mas também adultos, vendem objetos roubados, comercializam e usam drogas. As ações diárias da Polícia Militar, que leva os menores para delegacia, onde são encaminhados para o conselho tutelar e soltos, não tem mudado este cenário. Os próprios pais dos jovens, muitos deles criados em famílias desestruturadas, não tem muito controle sobre eles.

Atualmente, por determinação judicial, a Prefeitura está pagando o tratamento em clínicas especializadas de desintoxicação na Capital, na tentar de livra-los do vício. Um deles, inclusive já cumpriu medida socioeducativa por ter cometido um assalto a mão armada. Há casos de adolescentes cujos pais estão cumprindo pena ou também sofrem com a dependência química. A estrutura de atendimento no Caps, para aqueles que sofrem de algum tipo de patologia psiquiátrica, é limitada, porque há uma demanda reprimida que atrasa o agendamento de consultas.