Carlos Barbosa bate Cerro Porteño e leva o hexa da Libertadores de futsal

Time gaúcho tem revanche diante de equipe do Paraguai e se iguala ao Jaraguá como o maior campeão do torneio continental.

- Foto: Ulisses Castro / ACBF

A América pertence ao Carlos Barbosa. Neste domingo, o time gaúcho venceu o o paraguaio Cerro Porteño na final da Copa Libertadores, em Buenos Aires, na Argentina. A vitória por 3 a 1 selou o terceiro título seguido da equipe na competição e o sexto em sua história. Com isso, o Carlos Barbosa se igualou ao Jaguará como o maior campeão da história da Libertadores.

Na decisão, Darlan abriu o placar para o time brasileiro, mas Villalba deu o troco logo na sequência. Capitão do Cerro, Ayala acabou anotando um gol contra no fim do primeiro tempo. Mithyuê fechou a conta para o Carlos Barbosa com uma linda cavadinha no segundo tempo.

Campeão da Libertadores também em 2002, 2003, 2011, 2017 e 2018, o Carlos Barbosa chegou ao sexto título e igualou o Jaraguá, que levou seis taças seguidas entre 2004 e 2009. O clube gaúcho não considera o título de 2010, uma vez que a competição daquele ano era uma fase classificatória para a Libertadores de 2011. 

O Carlos Barbosa deixa a competição fortalecido. Na última quinta-feira, eliminou o Corinthians, líder da Liga Nacional de Futsal, por 2 a 1, nas quartas de final . Passou pelo peruano Panta Walon na semi por 1 a 0. E na decisão superou o Cerro Porteño, único time não brasileiro a ter um título da Libertadores (o de 2016) e que forma a base da seleção paraguaia.

A final

A vitória neste domingo foi uma revanche para o Carlos Barbosa, que havia perdido justamente para o Cerro Porteño na primeira fase por 4 a 2 gols de Villalba (2) e Sallas (2), com Mithyuê e Selbach descontando para os brasileiros. Desta vez a história foi bem diferente da estreia.

O Carlos Barbosa começou mais agressivo com os chutes fortes de Douglinhas, mas a final só foi pegar fogo com oito minutos de jogo. Foi quando Valdin fez uma bela jogada na linha de fundo e rolou para Darlan escorar para a rede e abrir o placar. Não deu nem tempo de comemorar. Segundos depois o Cerro Porteño deu o troco já no primeiro ataque. Villalba arrancou pela direita e soltou o pé para vencer o goleiro Wolverine. O Carlos Barbosa continuou pressionando e teve boas chances nos pés de Pesk e Lé, mas o gol saiu de uma forma inesperada. Capitão do Cerro, Ayala foi cortar um lançamento e acabou desviando a bola para própria meta com 18 minutos do primeiro tempo: 2 a 1 para o Carlos Barbosa.

O time paraguaio voltou do intervalo buscando o empate. O goleiro Wolverine foi bastante exigido. Aos nove minutos, o Carlos Barbosa acabou perdendo Lé, que sentiu uma lesão na coxa. Mas aí Mithyuê cresceu. Ele mandou uma bola na trave em um contra-ataque. Foi por pouco, mas logo no lance seguinte Mithyuê selou a vitória arrancando pela esquerda para uma linda cavadinha. O Cerro Porteño não jogou a toalha e foi para cima nos minutos finais, apostando no goleiro-linha. De nada adiantou. Mithyuê quase fez mais um em contra-ataque. Só que o placar já estava definido: 3 a 1 para o Carlos Barbosa. Valdin levantou a taça, e o time pôde gritar: "É campeão!"

Colombianos ficam com o bronze

Pouco antes da partida entre Carlos Barbosa e Cerro Porteño, os colombianos do Alianza Platanera faturaram o bronze ao vencer o peruano Panta Walon por 4 a 1.