Patrão paga a fiança e padrasto que atropelou enteado é colocado em liberdade

O patrão de Valdemir pagou a fiança de R$ 1 mil arbitrada pelo juiz, ao conceder liberdade provisória.

Evandro Martins faleceu no último domingo após ser atropelado pelo padastro. - Foto: Reprodução/Facebook

O pedreiro Valdemir Amorim da Silva, que atropelou e matou na madrugada de domingo, o enteado Evandro Martins, foi colocado em liberdade ainda na tarde de ontem, terça-feira. O patrão de Valdemir pagou a fiança de R$ 1 mil arbitrada pelo juiz, ao conceder liberdade provisória. O Ministério Público propôs R$ 3 mil de fiança.

Valdemir vai responder ao processo por homicídio culposo (quando não há intenção de matar) e pode ser condenado de 5 a 8 anos de prisão.

Caso

Evandro estava bebendo num bar, junto com a mãe e o padrasto, quando saiu, já embriagado, numa moto Biz da irmã dele. Estaria seguindo em ziguezague e repentinamente parou. Foi então que o Fiat Pálio, dirigido por Valdomiro, que vinha logo atrás, acabou batendo na Biz pilotada por Evandro que morreu na hora, teve fraturas nas pernas e quebrou o pescoço. Com o impacto da batida, o Pálio arrastou a motocicleta por 80 metros e o corpo por 60 metros.

Segundo a delegada Thais Duarte, os depoimentos das testemunhas não sustentam a versão de que Valdomiro teria atropelado o enteado deliberadamente. Circularam informações que os dois teriam discutido enquanto bebiam no bar. “Conforme os depoimentos, não houve briga e todos estavam embriagados”, informa a delegada.

Conforme relatos não oficiais, o rapaz teria saído de moto e parado alguns metros depois, em frente da escola, para urinar as margens da rodovia. Foi então que teria sido atropelado pelo padrasto. Na casa de Valdomiro, na Avenida Antero Lemes, onde os policiais acompanharam a mãe de Evandro, que foi em busca de documentos, foi apreendida uma espingarda, provavelmente usada para prática de caça.