Paralisação entra no 6º dia e coloca em risco 1.600 toneladas de milho

O impasse entre a Cargill e os 41 caminhoneiros coloca em risco aproximadamente 1.600 toneladas do grão, 26 mil sacas.

Os caminhoneiros chegaram no sábado e não havia pessoal na unidade da Cargill para fazer o descarregamento, gerando a diária. - Foto: Vanderi Tomé/Região News

O impasse entre a Cargill e os 41 caminhoneiros, que desde sábado se recusam a descarregar o milho para secagem e armazenagem, porque exigem da empresa o ressarcimento pelos seis dias parados, coloca em risco aproximadamente 1.600 toneladas do grão, 26 mil sacas avaliadas em R$ 676 mil, tendo como referência a cotação de hoje, R$ 26,00 a saca de 60 quilos.

Se a situação persistir, um eventual período maior de permanência na carroceira dos caminhões o grão com até 20º de umidade, num ambiente quente (sem ventilação), como se fosse uma estufa, pode passar para um processo de fermentação que pode levar ao seu apodrecimento ou a germinação, tornando a carga inadequada para a comercialização.

Nesta quinta-feira (25) está prevista a vinda de um dirigente regional da empresa para negociar com o representante do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga em Geral, Luciano Bernadino. Os motoristas estão cobrando o cumprimento da lei federal 11.442/07, que determina o pagamento de diária (na base de R$ 1,68 a tonelada hora), se o tempo de espera para descarga exceder as 5 horas. Os caminhoneiros chegaram no sábado e não havia pessoal na unidade da Cargill para fazer o descarregamento, gerando a diária.

A empresa alega que no final de semana não havia descarga e, portanto, os caminhoneiros não teriam de receber nada. Num cálculo aproximado, os motoristas que se recusam a fazer o descarregamento, teriam de receber R$ 400 mil em diárias acumuladas. A Cargill se isenta de responsabilidade e tenta transferir para o produtor o compromisso. Veja o vídeo da reportagem.