Motoristas desistem de mobilização, liberam descarga e vão entrar na Justiça contra Cargill

O movimento começou a se esvaziar após 16 caminhoneiros serem pressionados por produtores que temiam parar a colheita.

Caminhoneiros na manhã desta quinta-feira no pátio da Cargill - Foto: Vanderi Tomé/Região News

Os 41 caminhoneiros que desde sábado vinham impedindo a Cargill de descarregar a carga de milho, exigindo da empresa o pagamento de diárias pelo tempo de espera, desistiram da mobilização. Autorizaram a descarga, mas individualmente, pretendem entrar na Justiça para cobrar da multinacional diária R$ 1,68 por tonelada, prevista na lei federal 11.442/07, que limita em 5 horas o tempo de espera no destino da carga.

O movimento começou a se esvaziar após 16 caminhoneiros, pressionados por produtores que temiam serem forçados a parar a colheita porque o escoamento estava travado no pátio da Cargill. Parte dos 41 caminhões vai descarregar numa outra unidade armazenadora, às margens da MS-162, saída para Maracaju. O objetivo é melhorar a logística e evitar que a operação demorasse até três dias.