Medo de calote, faz comerciantes suspenderem convênio com sindicato

Os comerciantes tomaram a medida drástica por alguns deles esperam há 6 meses para receber do Sindicato

O presidente do Sindicato, Idemar Aquino, diz que os atrasos são normais e podem chegar até 60 dias - Foto: Marcos Tomé/Região News

Servidores municipais têm passado por cenas constrangedoras quando tentam comprar em estabelecimentos comerciais e o crédito é negado quando apresentam o vale-compra fornecido pelo Sindicato do Funcionários. Os comerciantes tomaram a medida drástica por alguns deles esperam há 6 meses para receber do Sindicato, muito embora os “vales” sejam descontados religiosamente todos os meses dos servidores.

Uma das maiores lojas de calçados da cidade, por exemplo, teve de esperar 7 meses para receber R$ 9 mil em vales e aguarda há seis meses pelo recebimento de R$ 2 mil, do saldo remanescente. Em função do atraso, o empresário optou por romper o convênio. A mesma decisão tomou o proprietário de uma oficina mecânica que aguarda pelo recebimento de R$ 5 mil em peças e serviços.

Para não prejudicar integralmente os servidores, alguns lojistas mantiveram o convênio, mais só vendem com um número menor de parcelas.

O presidente do Sindicato, Idemar Aquino, diz que os atrasos são normais e podem chegar até 60 dias, o prazo depende da data em que o vale foi emitido e a compra realizada. Ele garante que está empenhado em normalizar a situação o quanto antes.