Sidrolândia fecha o semestre com saldo de 186 empregos; 67% em frigoríficos

Nos últimos cinco anos, o resultado ficou abaixo apenas do registrado em 2017.

Os números também revelam que a geração de empregos em Sidrolândia continua muito atrelada ao fluxo de pessoal de dois frigoríficos - Foto: Marcos Tomé/Região News

Os números do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), mostram que o primeiro semestre fechou um saldo de 186 novas vagas de trabalho com carteira, desempenho melhor que o de igual período de 2018 (que registrou saldo positivo de apenas 22 vagas). Nos últimos cinco anos, o resultado ficou abaixo apenas do registrado em 2017 (quando houve abertura de 228 novos empregos formais), um ano atípico.

É que os números daquele período foram impactados pela entrada em funcionamento do Frigorífico Balbinos, que gerou de imediato mais de 300 empregos diretos. Excluído o ano retrasado, o resultado de 2019 foi o melhor desde 2014. Mesmo com as safras recordes de soja e milho, o setor agrícola, registrou apenas 29 novas vagas; a construção civil, 33; nos serviços, 12 e no comércio, houve o fechamento de 22 vagas.

Os números também revelam que a geração de empregos em Sidrolândia continua muito atrelada ao fluxo de pessoal de dois frigoríficos, o JBS e agora mais recentemente o Balbinos. Tanto que aproximadamente 67% dos novos empregos (126) foram gerados por estas duas indústrias. O outro dado a ser considerado é a pouca oferta de oportunidade para quem tenha curso superior.

Os salários oscilam entre R$ 1.218,69 (remuneração média de quem trabalha nos frigoríficos) a R$ 1.477,24, operador de máquinas agrícolas; motorista de caminhão, tratorista (R$ 1.493,00). Foram fechadas 9 vagas de desossador (salário de R$ 1.305,00), 19 de comerciário (vencimento base de R$ 1.273,87) e 10 de megarefe (R$ 1.913,00), atividade típica do frigorífico. Entre as profissões de nível superior, com novas vagas, (3) estão engenheiro agrônomo (salário de R$ 4.735,00); consultor jurídico (1 vaga), R$ 2.940,00; enfermeiro obstétrico, uma vaga (R$ 3 mil de salário).

No total, foram 1.691 contratações e 1.505 demissões, dos quais 516 foram a pedido e 765 sem justa causa, os demais foram os casos de justa causa e término dos contratados por tempo determinado. Dos que conseguiram trabalho, 154, são pessoas que conseguiram o primeiro emprego e 1.476, formam o grupo daqueles reempregados.

Quadro estadual

Mato Grosso do Sul fechou o primeiro semestre de 2019 com um saldo de 15.332 novas contratações com carteira assinada. Destas, 898 foram geradas em junho deste ano, o melhor desempenho para o mês desde 2014 e três vezes maior que junho de 2018. As informações são do boletim do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), pelo Ministério da Economia.

No mês de junho deste ano, os setores que obtiveram o melhor desempenho foram: Serviços (590), Comércio (449) e a Agropecuária (488). No acumulado do ano, o setor de Serviços foi responsável por 67,7% da geração de emprego, com 10.385 novas vagas e a Agropecuária, 2.626. Entre os municípios, Três Lagoas liderou o ranking de contratações com carteira assinada no mês de junho, com 270 novas vagas, seguido por Dourados (171), Ponta Porã (144), Naviraí (79) e Amambai (52). Em Sidrolândia, foram abertas 29 vagas (265 contratados e 236 dispensas).

“Nossa grande preocupação se chama desemprego, então, qualquer número positivo que nós tivermos no âmbito da economia, deve ser comemorado. O setor de serviços tem se destacado como o que mais puxa as vagas no Estado, sendo responsável por quase 70% do total das contratações no primeiro semestre. Ao mesmo tempo, ele tem uma volatilidade maior. No mês de junho, o comércio obteve um crescimento significativo, com 449 novas vagas, onde observamos uma predominância do setor atacadista. É um fator positivo, facilmente de ser verificado pois tivemos a instalação de novos atacadistas em Três Lagoas e Campo Grande”, comentou o secretário Jaime Verruck, da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar).

Outro destaque foi o desempenho do setor agropecuário, com 488 novas vagas, “num reflexo direto da supersafra de milho”, prevista em 10 milhões de toneladas”. Sobre o desempenho dos municípios, o secretário citou o caso de Dourados, que é influenciado pelo crescimento da suinocultura e pela fase final de implementação da indústria da Coamo, investimento captado pelo Governo do Estado. “Em Dourados, a JBS tem ampliado sistematicamente o abate de suínos e a Coamo começa a fazer as contratações para os funcionários que vão operar a indústria”, comentou o titular da Semagro.

Histórico do saldo de empregos no 1º semestre

2019

186 vagas

2018

22 vagas

2017

228 vagas

2016

85 vagas

2015

178 vagas

2014

18 vagas