Governo prorroga até outubro paralisação de obra no Jardim Alfa iniciada em fevereiro

A Prefeitura acabou arcando com a construção de 191 metros de drenagem, a custo de R$ 219 mil.

Governo do Estado decidiu manter interrompida por mais 90 dias a execução de 500 metros de pavimentação no Jardim do Sul - Foto: Vanderi Tomé/Região News

O Governo do Estado decidiu manter interrompida por mais 90 dias a execução de 500 metros de pavimentação no Jardim do Sul, obra iniciada em fevereiro que deveria ter sido concluída em 1º de junho, mas está oficialmente parada desde o dia 1º abril. Com a nova medida adotada pela Agesul (Agência Estadual de Empreendimentos) válida até o dia 30 de setembro, é possível que o serviço só fique pronto em 2020, porque em outubro, começa o período de chuvas, inviabilizando a continuidade de obras de infraestrutura.

A pavimentação, orçada em R$ 510 mil, foi viabilizada com recurso de uma emenda parlamentar da deputada licenciada Tereza Cristina, aprovada no orçamento de 2015, mas só liberada em 2017. Havia o compromisso do governador Reinaldo Azambuja de dobrar os recursos (com contrapartida de mais R$ 500 mil), mas a promessa não foi cumprida.

Com o dinheiro disponível serão asfaltados trechos das ruas Diogo Cunha (entre a João Regaço e Projetada 6), Rua Projetada 6 (entre a Projetada 5 e Diogo Cunha), Rua 1º de Maio (entre Vicente Brito e Dos Barbosas), Rua Dos Barbosas (entre Ponta Porã e Clube Sesi Cascatinha) e Rua 11 de Junho (entre Vicente de Brito e Clube Sesi Cascatinha).

A Prefeitura acabou arcando com a construção de 191 metros de drenagem, a custo de R$ 219 mil, num corredor público que margeia o Clube Cascatinha no Altos da Figueira até a mata mais embaixo. Estão sendo colocadas tubulação de 0,80 e 1 metro de diâmetro, que se conectará com a drenagem projetada nos trechos de ruas que serão pavimentados no Jardim Alfa.

Além de questões financeiras, o atraso na liberação dos recursos, a interrupção teria sido determinada para algumas readequações no projeto de drenagem, o que exigiria aumento na contrapartida do Estado. Outra dificuldade que travou a execução da obra, foi a identificação no solo de uma das ruas de uma laje pedra, impedindo a implantação da rede de esgoto.

Os moradores ficaram animados com o início das obras em fevereiro, interrompidas quando parte da drenagem tinha sido implantada. A movimentação de máquinas da empreiteira provocou rachaduras no muro de duas casas.

É a segunda obra de infraestrutura em Sidrolândia que o Governo interrompe oficialmente, em consequência do atraso na liberação de recursos federais. No Jardim Pindorama, a empreiteira iniciou o serviço, abriu valetas, colocou parte da tubulação, mas os contratos acabaram rescindidos.