Em depoimento, padrasto se isenta de culpa pela morte de enteado e garante que ele cometeu suicídio

Preso em flagrante, Valdemir foi colocado em liberdade dois dias depois do acidente, após pagamento da fiança.

Evandro de Souza Martins foi atropelado pelo padrasto no dia 21. - Foto: Reprodução/Facebook

O pedreiro Valdemir Amorim da Silva (48) que no último dia 21 atropelou e matou na MS-162, perto do Distrito de Quebra Coco, o enteado Evandro de Souza Martins, ao depor na Delegacia de Polícia Civil se eximiu de responsabilidade. Ele sustentou a tese de que Evandro teria cometido suicídio.

Preso em flagrante, Valdemir foi colocado em liberdade dois dias depois do acidente, após o patrão dele pagar a fiança arbitrada em R$ 1 mil. Baiano, como é conhecido vai responder a processo por homicídio culposo (quando não há intenção de matar) e porte ilegal de arma, uma espingarda encontrada na casa dele.

O rapaz que seguia para Sidrolândia numa Biz emprestada da irmã, Alessandra de Souza, na versão do acusado, teria feito uma manobra brusca, virado a motocicleta, vindo de encontro ao Fiat Pálio que dirigia e não teve tempo para evitar o atropelamento. Baiano, disse que sua mulher, Sandra Regina de Souza, mãe da vítima, havia lhe contado dias antes que Evandro teria confidenciado a ela intenção de se matar.

Esta versão do acidente apresentada por Baiano, não foi confirmada pela principal testemunha, Sandra Regina de Souza, que estava com ele no Pálio. Ela contou à polícia que o filho seguia de moto em direção a Sidrolândia, quando numa certa altura do trajeto, a Biz entrou na frente do carro e não houve como evitar o choque.