Polícia recebe celular de Evandro e irmã acredita que atropelamento foi intencional

O objetivo dos familiares, segundo Olindo, é que a Polícia faça a degravação das últimas ligações do celular.

Advogado David Olindo, contratado pela família para atuar como assistente de acusação - Foto: Vanderi Tomé/Região News

O advogado David Olindo, contratado pela família para atuar como assistente de acusação, entregou à Polícia Civil o celular de Evandro de Souza Martins, que no último dia 21 morreu atropelado na MS-162 (saída de Quebra Coco) pelo Fiat Pálio dirigido por Valdemir Amorim da Silva, padrasto. O objetivo dos familiares, segundo Olindo, é que a Polícia faça a degravação das últimas ligações do celular com falas que possam incriminar Valdemir.

Momentos antes de morrer, o rapaz teria ligado para irmã, Alessandra de Souza, pedindo socorro. No depoimento à Polícia, a jovem de 27 anos, mostrou convicção que o atropelamento foi proposital, contrariando a versão da própria mãe dela, Sandra Regina que estava no Fiat Pálio ao lado de Valdemir, o Baiano. Ela não se conforma que o padrasto não tenha garantido direito de responder ao processo em liberdade, apenas com o pagamento de uma fiança de R$ 1 mil.

A mãe disse que tudo não passou de um acidente, quando Evandro, pilotando uma Biz, seguia pela lateral, quando subitamente, invadiu a pista, entrando na frente do veículo e com isto, acabou atropelado. Alessandra acusou a mãe de proteger o marido, evitando incriminá-lo e a desmentiu em outra questão. Ao contrário do que Sandra afirmara à Polícia, Evandro e Valdemir tiveram vários desentendimentos, ao ponto de ele ter saído de casa quando brigou com o padrasto ao sair em defesa da mãe que estava sendo agredida pelo marido. 

A Polícia Civil espera o laudo da perícia para tentar chegar à conclusão sobre a real velocidade do Fiat Pálio dirigido por Baiano. Ele disse que não estava em alta velocidade. Se de fato, não estivesse correndo, é improvável que o corpo da vítima fosse arrastado por 60 metros.