Com oficina de LIBRAS, a emoção de quem só aos 36 anos conseguiu se comunicar com a mãe

Com a linguagem dos sinais, Adriana conseguiu se comunicar com ela numa ligação de celular por vídeo.

Cerimônia de entrega do certificado de participação na oficina de libras, realizada na última sexta-feira no plenário da Câmara de Sidrolândia - Foto: Reprodução/Facebook

A cerimônia de entrega do certificado de participação na oficina de libras, realizada na última sexta-feira no plenário da Câmara de Sidrolândia, foi marcada por relatos comovidos dos participantes que arrebataram o público presente com os relatos das suas experiências pessoais.

As 30 horas de curso foram particularmente importantes para Adriana Alves Bueno, que na última quinta-feira, conseguiu se comunicar pela primeira vez, aos 36 anos, com a mãe biológica que é surda-muda. Com a linguagem dos sinais conseguiu se comunicar com ela numa ligação de celular por vídeo. Adriana é filha adotiva e só conheceu a mãe há seis anos. “Neste período tive uma dificuldade de comunicação muito grande com ela”, avalia.

O curso ministrado pela advogada e professora de libras, Elizangela Britto de Ávila Reis, atraiu 40 pessoas, das quais, 38 concluíram a carga horária de 30 horas, distribuídas em 10 aulas com 3 horas de duração. Ela enalteceu a iniciativa proposta pelo vereador Adilson de Brito e prontamente respaldada pelo presidente da Câmara, Carlos Henrique. “O nível de aproveitamento foi muito bom”, garante.

Na avaliação de Patrícia Godoy Trindade, outra participante, a oficina foi uma oportunidade de inclusão dos surdos-mudos. Ela se emocionou com a manifestação da professora Elizangela que contou a história do sofrimento destas pessoas que enfrentam no dia-a-dia a barreira da comunicação.

A noite teve também a participação da professora, autora Mestre e doutoranda Shirley Vilhalva, que proferiu palestra sobre a "experiência de vida e a cultura surda", enquanto o professor Doutor André Reichert, falou sobre educação bilíngue.

O presidente da Câmara, Carlos Henrique, avaliou como positiva esta experiência de abrir o Legislativo a uma iniciativa de inclusão social. “Estamos focados em aproximar o Legislativo dos anseios da comunidade. Vamos fazer novas iniciativas nesta direção. Lancei o desafio e o pessoal aceitou, que é fazer a tradução simultânea, em libras, das sessões”.