PM surpreende beneficiado por ‘saidinha’ em local conhecido como ‘boca de fumo’

Maikon tem duas condenações por tráfico de drogas, uma na Comarca de Campo Grande e outra em Sidrolândia.

Maikon Marcon Orico foi preso após descumprir regra do benefício. - Foto: Divulgação/PM

A Polícia Militar prendeu ontem à noite, por volta das 23 horas, Maikon Marcon Orico, um dos milhares de presos que puderam deixar a cadeia no último final de semana, se beneficiando da “saidinha” que detentos de bom comportamento tem direito em datas como o Dia dos Pais, comemorado neste domingo.

Policiais receberam denúncia de que Nenê, como é conhecido e que se arvora liderança do PCC (organização criminosa que controla os presídios), desrespeitando uma das normas das "saidinhas", que é não se ausentar do domicilio residencial, estaria circulando pelo Bairro São Bento num veículo Gol, cor prata, de placa HTT-7948, para vender e entregar drogas.

Os policiais localizaram na Rua Lauro Muller, em frente a um conjunto de kitnets, o veículo com estas características. Ao perceber a aproximação da viatura, Nenê saiu correndo, pulando muros para tentar escapar do cerco policial. Acabou capturado na Rua General Osório. Alegou que tinha saído de casa apenas para visitar uma amiga, não vender drogas. Mesmo assim foi preso por ter desrespeitado a norma judicial de permanecer em casa durante o período noturno.

Maikon tem duas condenações por tráfico de drogas, uma na Comarca de Campo Grande, onde em 2016 recebeu pena de 5 anos e 10 meses de prisão e outra em Sidrolândia, no mesmo ano, quando foi condenado a um ano e 8 meses de reclusão (no mês de dezembro) que o juiz Fernando Moreira, converteu em prestação de serviço à comunidade. Esta condenação menor, decorre de um processo aberto em 2014, quando no dia 24 de novembro daquele ano, a Polícia encontrou 180 gramas de cocaína na casa onde morava na época.

O segundo processo, pelo qual está cumprindo pena, foi desencadeado a partir da prisão de Maikon no Bairro Zé Pereira em Campo Grande, no dia 22 de abril de 2016, em companhia de Dyonathan de Mello, com quem teria se associado para buscar mais de um quilo de cocaína que comprou de João Aparecido de Jesus, Jean Carlos Cardenas e José Cláudio Arantes, conhecida liderança do PCC, que no dia anterior tinha sido presos com 2,446 quilos de cocaína.

Arantes, que mantinha um depósito de entorpecentes na região do Zé Pereira, já foi preso várias vezes. Foi um dos líderes da maior rebelião da história do Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho, o presídio de segurança máxima de Campo Grande, ocorrido em maio de 2006. No "currículo" há ainda uma suposta ligação com o traficante Luiz Fernando Correa da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. Como Maikon não possui CNH (Carteira Nacional de Habilitação) o veículo foi apreendido.