Índice/RN: Pesquisa mostra que 46% da população cobra melhorias na saúde

Conforme levantamento, 46% dos entrevistados apontam que a saúde deve ser prioritária, bem à frente de outras demandas.

Conforme o levantamento, 46% dos entrevistados apontam que a saúde deve ser prioritária, bem à frente de outras demandas - Foto: Vanderi Tomé/Região News

Além de apontar tendências do processo eleitoral, a partir de uma série de possíveis cenários, a pesquisa Índice/RN, mostra que o maior anseio da população é a melhoria na estrutura e no atendimento da saúde pública em Sidrolândia. Uma das bandeiras do atual prefeito na campanha de 2016, embora os números apontem avanços estatísticos de melhora, ainda há uma grande expectativa no setor, que foi alvo de muitas críticas na gestão do ex-prefeito Ari Basso (PSDB).

Conforme o levantamento, 46% dos entrevistados apontam que a saúde deve ser prioritária, bem à frente de demandas como estradas, pavimentação asfáltica; lembradas por 20%. Mesmo com os investimentos realizados nos últimos três anos, como a entrada em funcionamento da UPA; reforma do Centro de Especialidades Médicas; compra de ambulâncias; a percepção da sociedade é que não houve avanços. Este descontentamento acaba se refletindo nas intenções de voto para o prefeito, que aparece em desvantagem no confronto com os ex-prefeitos Daltro Fiuza e Enelvo Felini, além de manter uma distância curta em hipotéticas disputas com nomes como os empresários Moacyr Almeida, Acelino Cristaldo e o produtor rural, Lúcio Basso.

A saúde pública de Sidrolândia é mal avaliada pela sociedade, que reclama da falta de médicos (35%); medicamentos (30%); demora no atendimento, mau humor dos funcionários; agendamento demorado de cirurgias (18%); falta de especialistas (pediatras, obstetras, ginecologistas) 6,75%; ambulâncias (7,95%). A dificuldade para recrutar médicos como anestesistas, obstetras, ortopedistas, restringiu bastante a resolutividade do Hospital Elmiria Silvério Barbosa. Praticamente não se faz, com exceção dos previamente agendadas, cesarianas e recentemente, até cirurgias eletivas foram suspensas.

No Bairro São Bento, o mais populoso da cidade, assim como no Jandaia, Sidrolar, 60% dos moradores estão descontentes com o atendimento. No Capão Seco, 50% dos moradores mostraram insatisfação com a Unidade Básica de Saúde da região.

Questionado pela reportagem, o secretário de Saúde, Nélio Paim, disse que a gestão do prefeito Marcelo Ascoli tem priorizado a pasta, mas que há problemas crônicos que vinham se arrastando de outras gestões e que o atual governo deu maior resolutividade. Ele cita como exemplo, o centro de especialidades médicas; compra de ambulâncias e ampliação no quadro de médicos que atende a rede municipal. Segundo o secretário, quase 90% dos brasileiros consideram a saúde péssima, ruim ou regular. Em sua avaliação, em Sidrolândia houve avanços significativos, dados que serão mostrados a sociedade.

“O munícipe precisa saber em linhas gerais, onde estão sendo aplicados os recursos públicos, em especial, quando se trata de saúde. Em pouco mais de 30 meses os números são extremamente positivos agora, é preciso fazer com que as pessoas tenham conhecimento do trabalho que estamos desenvolvendo”, comenta. O secretário foi convidado pela reportagem para debater o tema numa entrevista que deverá ir ao ar na próxima semana.