Indústria de mandioca no Terra Solidária fecha e deixa R$ 10 mil em conta de energia

A empresa deixou uma dívida de R$ 10 mil com a Energisa referente ao consumo de energia elétrica.

Com o corte da luz, houve a perda de 600 quilos de mandioca, prontos para comercialização, armazenados na câmara fria. - Foto: Divulgação

A unidade de beneficiamento e empacotamento de mandioca montada no Assentamento Terra Solidária às margens da BR-060, encerrou suas atividades. A empresa deixou uma dívida de R$ 10 mil com a Energisa referente ao consumo de energia elétrica. Com o corte da luz, houve a perda de 600 quilos de mandioca, prontos para comercialização, armazenados na câmara fria. O comprometimento do estoque gerou um prejuízo de R$ 1,2 mil.

A falência da unidade, tirou emprego de pelo menos 8 assentados que chegavam a beneficiavam até mil quilos de mandioca por dia, descascando, lavando e empacotando. A empresa pagava até R$ 2,00 por quilo aos produtores que tinham a opção de comercialização diretamente, pagando a indústria o custo do empacotamento.

A empresa deixou no barracão a câmara fria, a máquina de lavar mandioca e o barracão de 200 metros quadrados construído no lote de um dos assentados que gerenciava a unidade. Restaram 3.500 quilos de adubo que poderão ser usados para preparar o solo. Parte dos 30 hectares que estavam cultivados com mandioca, os assentados vão arrendar para fazendeiros vizinhos, que vão plantar soja na próxima safra.

O Terra Solidária tem 31 lotes e só agora mais de 25 anos após sua criação, as famílias receberão água encanada. O fornecimento de energia elétrica é precário. As famílias esperam pela titulação, que é de responsabilidade do Governo do Estado.

O projeto surgiu na gestão do ex-governador Zeca do PT, com um projeto arrojado de lavoura comunitária. A ideia não vingou e se estabeleceu o modelo tradicional, de produção individualizada.