Tereza Cristina defende produtores rurais e diz que queimada "tem todo ano"

Ministra disse que o setor não pode ser responsabilizado sozinho pelo problema dos incêndios florestais

Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina - Foto: Divulgação

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina (DEM/MS), defendeu hoje o agronegócio de acusações de ser um dos principais causadores dos incêndios florestais. Em alta este ano, as queimadas estão colocando o Brasil no noticiário mundial, em razão do fogo registrado na Amazônia.

Indagada se a repercussão internacional das queimadas na Floresta Amazônica preocupa o agronegócio, Tereza Cristina afirmou que é preciso punir quem estiver fazendo queimadas de forma ilegal. Segundo ela, o presidente Jair Bolsonaro deve anunciar hoje ações que serão efetivas no combate às queimadas.

Todo ano tem - Antes disso, Tereza Cristina, que é pecuarista, atividade onde o fogo pode ser usado para limpar pastagens, desde que autorizado e na época correta, disse que o problema é sazonal no Brasil. “As queimadas no Brasil, elas todo ano acontecem. Tem duas coisas diferentes: uma coisa é queimada, outra coisa é incêndio. Tem que se fazer uma diferença entre esses dois acontecimentos. Estamos vivendo uma seca grande”, afirmou Tereza Cristina.

“Todo ano a Região Norte do país tem uma definição clara dessa estiagem, às vezes a gente fica seis meses sem chuva. Este ano, está mais seco e as queimadas estão maiores”, afirmou a ministra, após participar da assinatura de um convênio com o Banco do Nordeste para financiar projetos de inovação.

Defesa - “Não podemos dizer que, porque neste momento temos um incêndio acontecendo ou uma queimada acontecendo na Amazônia que o agronegócio brasileiro é o grande destruidor e, portanto, vão fazer barreiras comerciais contra esse agronegócio. Acho que está cedo. A gente tem que avaliar”, argumentou.

“Existe hoje uma preocupação do mundo com o meio ambiente. O Brasil não está fora dessa preocupação. E os produtores rurais também têm essa preocupação porque eles são os maiores prejudicados, principalmente aqueles que usam tecnologia”, disse a ministra.

Para ela, está na hora de fazer “o papel de bombeiro aqui e não colocar notícias mais alarmantes do que querem imputar ao nosso país e aos produtores brasileiros”.