Polícia continua com investigação e aguarda perícia em carro de servidora desaparecida

Conforme a polícia, quebra de sigilo telefônico do gerente mostrou que ele foi o último a falar com Nathália.

Jovem está desaparecida desde o dia 15 de julho - Foto: Arquivo/Facebook

A Polícia Civil em Porto Murtinho, continua ouvindo testemunhas sobre o desaparecimento da servidora Nathalia Alves Corrêa Baptista, 27 anos, no dia 15 de julho deste ano. Duas pessoas foram presas por suspeita de envolvimento no desaparecimento, um gerente de 37 anos e a amante, uma mulher de 33 anos.

O delegado João Cleber Dornelles confirmou que aguarda laudos da perícia realizada no carro da jovem, localizado próximo de uma pousada em que a jovem costumava se encontrar com o gerente, que mantinha também um relacionamento extraconjugal com a servidora. “Ainda não temos nada concreto, mas acreditamos no envolvimento dos dois no desaparecimento. Continuamos com as oitivas e aguardando o laudo da perícia no carro de Nathalia”, afirmou Dornelles.

Conforme a polícia, quebra de sigilo telefônico do gerente mostrou que ele foi o último a falar com Nathália. Ao delegado, ele confirmou que teve um relacionamento com a servidora, mas negou envolvimento com o desaparecimento. “Ele declara que teve um curto relacionamento com ela, que ligou [no dia do desaparecimento], tentou marcar um encontro, mas ela teria dito que não poderia ir porque tinha que viajar naquela noite”, disse o delegado.

O gerente se apresentou no dia 19 de agosto, acompanhado do advogado. Ele foi encaminhado para a DEH (Delegacia Especializada de Homicídios) em Campo Grande, onde prestou depoimento e ficou preso.

Prisão de amante

 

No último dia 24 de agosto, a Polícia Civil prendeu em Campo Grande, uma mulher de 33 anos suspeita de participar do desaparecimento de Nathalia. Ela foi presa temporariamente, por 30 dias, sendo localizada no local de trabalho. A suspeita é casada e mantinha relacionamento extraconjugal com o gerente, também casado.

O delegado explicou que por meio da quebra do sigilo telefônico de Nathalia foi possível ligá-la ao gerente, a última pessoa a manter contato com a vítima. “A partir da quebra do sigilo telefônico dele, notamos comunicação suspeita com a amante. A frequência de contato entre eles ficou muito grande logo depois que o desaparecimento da vítima foi registrado”, explicou.

Além disso, o fato de os celulares dos dois investigados não terem sido localizados aumenta ainda mais a suspeita. “A probabilidade é de que estão tentando ocultar provas de um possível crime. Trabalhamos com a linha de que Nathalia pode ter sido morta e não é descartado que os dois investigados tiveram alguma participação”, afirmou.

Em seus depoimentos, os dois amantes entraram em contradições e negam ligação com o sumiço da servidora. O celular dela, assim como dos suspeitos, também sumiu.