MS entra na lista de Ministério de estados em "surto ativo" de sarampo

Boletim aparece com um registro da doença confirmado no Estado. Notificações de suspeita aumentaram em 35% esta semana

Secretário de vigilância em saúde do Ministério da Saúde, Wanderson Oliveira. - Foto: Ministério da Saúde

Mato Grosso do Sul passou a fazer parte dos estados em “surto ativo” de sarampo, segundo boletim divulgado nesta sexta-feira (13) pelo Ministério da Saúde. O número unidades da federação nesta condição, de 13 na semana passada, passou para 16, conforme o governo federal. Em Mato Grosso do Sul, há um caso confirmado, de acordo com a divulgação.

Nesta semana, a Secretaria Estadual de Saúde divulgou que, da semana passada para cá, o número de notificações de suspeitas da doença havia aumentado em 35% e o número de casos confirmados era de 2, um em Campo Grande, de um bebê de 10 meses nunca vacinado, e de um homem de 52 anos, de Três Lagoas. Ambos, segundo informado, contraíram a doença em São Paulo, estado campeão de registros no País. O último levantamento divulgado por aqui, eram 42 casos suspeitos, 10 deles em investigação.

O boletim do Ministério não informa qual caso confirmado em Mato Grosso do Sul já consta da lista nacional. No Estado, houve ainda, em agosto, um médico morador de São Paulo que veio visitar a família no fim de semana do Dia dos Pais e apresentou sintomas da doença. Essa notificação foi registrada para São Paulo.

Até agora, conforme as informações das autoridades estaduais, os casos registrados eram considerados “importados”, ou seja, o vírus da doença ainda não estaria circulando por aqui. Quando há transmissão local, tecnicamente é chamado de “autóctone”. Mato Grosso do Sul não registrava a doença desde 2011. O Brasil havia conseguido certificado de erradicação em 2016, mas voltou a ter circulação do vírus no ano passado.

No País – O Brasil registrou 3.339 casos confirmados de sarampo em 16 estados, nos últimos 90 dias, de acordo com o novo boletim epidemiológico do Ministério da Saúde. O atual boletim aponta a notificação de 24.011 casos suspeitos, sendo que 17.713 (73,8%) estão em investigação e 2.957 (12,3%) foram descartados. Os casos confirmados, neste último levantamento, representam 89% do total de 2019. Não houve novos registros de óbitos.

A maioria dos casos confirmados, 97, 5%, está em São Paulo (3.254), seguido do Rio de Janeiro (18), Pernambuco (13), Minas Gerais (13), Santa Catarina (12), Paraná (7), Rio Grande do Sul (7), Maranhão (3), Goiás (3), Distrito Federal (3), Mato Grosso do Sul (1), Espírito Santo (1), Piauí (1), Rio Grande do Norte (1), Bahia (1) e Sergipe (1).

Cuidado – Segundo o Ministério da Saúde, as crianças são as mais suscetíveis às complicações e óbitos por sarampo. A incidência de casos em menores de 1 ano é 9 vezes maior em relação à população em geral. A cada 100 mil habitantes, 52 crianças nessa faixa etária obtiveram confirmação para o sarampo.

A segunda faixa etária mais atingida é de 1 a 4 anos. Esses dados do boletim epidemiológico elevam atenção para ações mais pontuais para este público. Neste ano, foram confirmados quatro óbitos por sarampo: três óbitos ocorreram em menores de 1 ano de idade; e um óbito em um indivíduo de 42 anos. Nenhum dos quatro casos eram vacinados contra a doença.

“É importante vacinar, neste primeiro momento, o público que é mais suscetível às complicações do sarampo. As crianças menores de 5 anos estão na faixa etária com maior número de internações e apresentam maior risco de desenvolver complicações, como cegueira, encefalite, diarreia grave, infecções no ouvido, pneumonias e óbitos pelo sarampo”, afirmou o secretário de vigilância em saúde do Ministério da Saúde, Wanderson Oliveira.