Bafômetro e multa alta, não inibem embriaguez ao volante em Sidrolândia

A multa de R$ 2.934,40, suspensão do direito de dirigir e apreensão do veículo, não tem assustado os infratores.

A multa de R$ 2.934,40, suspensão do direito de dirigir e apreensão do veículo, não tem assustado os infratores. - Foto: Divulgação/PM

Mesmo depois que a 8ª Companhia Independente da Polícia Militar passou a contar com bafômetros nas abordagens em blitz ou policiamento ostensivo de rotina, sete condutores foram flagrados dirigindo veículo ou pilotando motocicletas embriagadas. A multa de R$ 2.934,40, suspensão do direito de dirigir e apreensão do veículo, não tem assustado os infratores.

Só no último sábado, entre 16h40 e 23 horas dois motoristas foram flagrados. Na ocorrência noturna, Dirceu Vellassante Romero, na direção do Volkswagen Golf, placa HFP- 6404, bateu na lateral do Fiat Uno, placa CQX-2592, estacionado na Rua João Marcio Ferreira Terra, em frente do número 746. O motorista se recusou a fazer o teste do bafômetro, o que pode agravar sua pena, quando o Judiciário foi julgar o processo.

A outra ocorrência foi na Rua Generoso Ponce, próximo ao cruzamento com a Rua Leôncio de Souza Brito, Bairro São Bento. Segundo denúncias, Valdenir de Brito Lopes, dirigia embriagado, seu Volkswagen Fox, placa HTJ-3707, em alta velocidade e fazendo ziguezague. Diante da aproximação da viatura, tentou fugir, mas foi interceptado na Rua Humberto Campos.

Valdenir, que estava sem carteira de motorista e com a documentação do veículo vencida, ao passar pelo teste do bafômetro, constatou que estava com 0,75mg/L, quando o nível tolerado é de 0,34 miligramas de álcool por litro de ar expelido.

Mesmo quem até já foi condenado pela Justiça por dirigir embriagado não se conscientiza. É o caso de Roque Coronel Pacheco, preso em flagrante no último dia 15, depois de ser surpreendido dirigindo embriagado um Fiat Uno (com documentação vencida), de cor preta, quando o veículo avançava sobre a calçava.

Roque se recusou a fazer o teste do bafômetro e foi levado preso para delegacia, com fiança arbitrada em R$ 1,500,00, medida ratificada pelo juiz de plantão. No dia seguinte, na audiência de custódia iniciada às 16h15, o juiz Cláudio Muller, suspendeu a cobrança da fiança fixada pela Polícia, não acatou o pedido de converter em preventiva a prisão em flagrante, suspendeu a CNH de Roque por seis meses, mas expediu o alvará para que fosse colocado em liberdade.

Ano passado, dia 13 de dezembro, Roque Coronel foi condenado em Jardim pela mesma razão (dirigir embriagado) a seis meses de detenção (a ser cumprida em regime aberto), proibição de dirigir por três meses e pagamento de multa no valor de um salário mínimo. O suspeito foi preso dia 17 de agosto de 2017, dirigindo embriagado um Corsa Wind pela Rua Rondonópolis, no Jardim Angélica. A fiança foi fixada em R$ 900,00.