Sargento preso com arma sem registro diz que revólver era da esposa

O policial militar informou que havia comprado a arma, pois morava em um bairro perigoso em Sidrolândia.

Ontem, durante operação, policial deixa Corregedoria da PM - Foto: Liniker Ribeiro/Campo Grande News

O terceiro sargento da Polícia Militar, G.T.P, 47 anos, alegou em depoimento que o revólver calibre .38 pertencia a sua esposa. O policial, lotado na 8ª Companhia Independente em Sidrolândia, foi preso ontem no quartel da corporação após ser flagrado com uma arma sem registro, na Operação Ave Maria.

Ele passou por audiência de custódia na manhã desta sexta-feira (27), no Fórum de Campo Grande. O PM informou que havia comprado a arma, pois morava em um bairro perigoso em Sidrolândia, onde o índice de criminalidade beirava a 70%.

Questionado, ele informou que o revólver fica no imóvel aos cuidados da esposa, já que ela ficava sozinha com o filho, entretanto, a cerca de 15 dias, ela apresentou sinais de depressão. Sendo assim, ele acabou optando por levar o item para o quartel onde ficava alojado.

Sobre a procedência da arma, o sargento confessou ter adquirido em uma propriedade rural em Nioaque e que o dono já havia morrido. O PM informou ainda que iria levar o revólver para a casa da sogra, que mora em um assentamento chamado Santa Guilhermina. O juiz David de Oliveira Filho, concedeu liberdade provisória, porém, com restrições, como não sair de casa à noite, depois das 22h.