No 1º mês de vigências dos cortes, Prefeitura reduz folha em R$ 177 mil e espera economizar R$ 300 mil

O impacto das medidas neste mês foi parcial, já que quando o pacote de cortes saiu, alguns beneficiários já tinham sido calculados.

Prefeitura de Sidrolândia conseguiu reduzir em 2,93% a folha de pagamento, com uma economia de R$ 177.310,61 - Foto: Vanderi Tomé/Região News

No primeiro mês de aplicação das medidas para cortar despesas, publicadas no último dia 9 de setembro, a Prefeitura de Sidrolândia conseguiu reduzir em 2,93% a folha de pagamento, com uma economia de R$ 177.310,61. Em setembro a folha bruta, com encargos, ficou em R$ 5.861.019,26, ante os R$ 6.038.019,26, já o valor líquido depositado sábado na conta dos 2.329 servidores, somou R$ 4.338.583,35, ante os R$ 4.479.829,62 de agosto.

A expectativa do secretário de Fazenda, Renato da Silva Santos, é a partir de outubro, garantir uma economia de R$ 300 mil, dinheiro que tem um destino certo: abater a dívida de R$ 3,3 milhões, em contribuições atrasadas com o Previlândia. O impacto das medidas neste mês foi parcial, já que quando o pacote de cortes saiu, alguns beneficiários já tinham sido calculados e lançados.

Foi suspenso o adicional de produtividade; vetada a compra de férias; o adicional de férias de 30%; reduzida em 50% a conversão de férias em ressarcimento financeiro; corte de 25% na gratificação por representação (que tinha um custo médio mensal de R$ 46 mil) paga aos servidores comissionados (que de 100 cai para 75% do salário base); redução de 15% dos plantões da saúde (que em agosto custaram R$ 81,5 mil); 25% do adicional de insalubridade (que mês passado beneficiou 156 funcionários, um gasto de R$ 176 mil).

Estão proibidas novas contratações de comissionados (que eram 282, uma folha de R$ 546 mil), estagiários e o pagamento de adicional de prestação de serviços. Horas extras, só nas áreas da saúde, educação e da Secretaria de Infraestrutura, com autorização direta do prefeito.

Nesta segunda-feira acontece a partir das 9 horas na Secretaria de Assistência Social, o balanço das contas referentes ao segundo quadrimestre de 2019. O relatório de gestão fiscal mostra que no período de 12 meses, entre agosto de 2018 e igual período deste ano, a Prefeitura comprometeu 54,60% da sua receita líquida (R$ 159.374.263,21) com pessoal (R$ 86.201.057,48), 1,11% acima do limite fixado pela Lei de Responsabilidade Fiscal que é de 54%.

Para fechar 2019 sem extrapolar o limite de comprometimento de 54% da receita líquida com salário, a Prefeitura terá de reduzir R$ 90 mil por mês na folha de pagamento (1,1%) e em R$ 491 mil (6,045%) para as despesas com o funcionalismo ficarem no limite prudencial (51,30%).