Sem fiança, Jamil Name agora precisa se livrar de duas prisões preventivas

Investigado e por isso preso preventivamente, também pesa contra empresário flagrante de arma e munições.

Viatura do Garras, delegacia que conduziu a Operação Omertá junto com o Gaeco, chegando ao Fórum de Campo Grande, onde aconteceram audiências de custódia - (Foto: Marina Pacheco)

Além de ter prisão preventiva decretada por consequência da Operação Omertà na semana passada, Jamil Name ficará preso por posse de munições e espingarda. A decisão foi tomada nesta segunda-feira (30) David de Oliveira Gomes Filho –que é titular 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, mas cumpre plantão nesta manhã nas audiências de custódia– depois de ouvir o investigado. 

Investigado e por isso preso preventivamente na sexta-feira (27), o empresário e pecuarista de 80 anos também tinha contra si prisão em flagrante por posse ilegal de arma e munições.

Na cômoda do quarto dele, durante buscas na casa localizada em condomínio de luxo no Jardim São Bento, equipe da operação encontrou carregador de pistola Glock municiado com 17 cartuchos.

No haras de Name, foi encontrada ainda espingarda calibre 12 e o pecuarista disse à Justiça que “pode ter cedido” a arma a um funcionário.

Nesta manhã, a prisão em flagrante foi convertida em preventiva (por tempo indeterminado). Para que Name saia da cadeia, portanto, a defesa dele terá de derrubar agora as duas prisões.

O site apurou que para o juiz, embora o empresário tenha 80 anos, a prisão domiciliar, como pleiteia a defesa dele, não seria suficiente. David de OIiveira destacou ainda que por causa da idade, o preso merece atenção, mas deve continuar custodiado em presídio.

Audiências – Também foram ouvidos hoje Frederico Maldonado Arruda, de 56 anos, Elton Pedro de Almeida, de 52, Luiz Fernando da Fonseca, 53, e Arthur Cunha D’alecio, 30. Todos eles continuam presos.

Passam por audiências de custódia somente presos em flagrante delito. O objetivo é avaliar se houve alguma ilegalidade na prisão.

Omertà - A investigação da Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assalto e Sequestros) e do Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado) apontam que os alvos são integrantes de milícia especializada em execuções de inimigos. Os líderes do bando são os empresários Jamil Name e Jamil Name Filho, conforme as apurações iniciais.

Nesta sexta, equipes do Garras, Gaeco, Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) e Batalhão de Choque foram às ruas para prender 23 pessoas, sendo 13 preventivamente e 10 temporariamente (prazo de 30 dias), além de 21 mandados de busca e apreensão.

As ações terminaram com 19 pessoas presas e a apreensão de computadores e R$ 160 mil em dinheiro, cheques em nome de terceiros, armas dos calibres 38, 22 e 12, munições, aparelhos celulares, inclusive os conhecidos como “bombinhas”, que são descartados após o uso.

Omertà é um termo da língua napolitana que define um código de honra de organizações mafiosas do sul da Itália.