Prefeito diz que vai buscar reeleição, mantém MDB no governo e trabalha para ampliar aliança

O prefeito Marcelo Ascoli (PSL) decidiu manter no governo os dois secretários e a coordenadora de Políticas Públicas.

Na manhã desta quinta-feira, o chefe do executivo reuniu-se com lideranças do Partido dos Trabalhadores (PT) e do MDB. - Foto: Divulgação

O prefeito Marcelo Ascoli (PSL) decidiu manter no governo os dois secretários e a coordenadora de Políticas Públicas para Mulher, que são filiados ao MDB, mesmo diante da disposição do ex-prefeito Daltro Fiuza, de se apresentar como pré-candidato.

Na manhã desta quinta-feira, o chefe do executivo reuniu-se com lideranças do Partido dos Trabalhadores (PT) e do MDB. O encontro foi tema de uma postagem em sua página pessoal nas redes sociais, quando foi selado o compromisso de os grupos políticos continuarem na administração.

O prefeito, que chegou a cobrar dos secretários Nilo Cervo (de Infraestrutura) e Elaine Brito (de Desenvolvimento Econômico), certa definição política de alinhamento antecipado com seu projeto de reeleição, decidiu manter o MDB na base de apoio do seu governo e está confiante de que a aliança de 2016 será reeditada em 2020.

O MDB em 2016 foi determinante para a vitória do prefeito, Marcelo Ascoli, que dá gestos de que terá “dificuldades” em enfrentar nas urnas o ex-prefeito, isto porque ambos os grupos disputam o mesmo aspecto do eleitorado. No entendimento de setores do governo, dividir palanque só beneficiaria o adversário; o PSDB no caso, que já possui em suas fileiras ao menos três pré-candidatos: ex-prefeito Enelvo Felini, Moacyr Almeida e Valdecir Carnevalli.

Na avaliação de algumas lideranças ligadas, o PSDB transita em outro segmento eleitoral, razão pela qual, um racha entre governo e MDB pode favorecer o futuro adversário. Entre os tucanos o nome com maior densidade eleitoral é do ex-prefeito Enelvo Felini que nas pesquisas eleitorais, tem se mantido na segunda colocação na preferência do eleitor, atrás justamente de seu arquirrival, Daltro Fiuza.

A decisão do prefeito de manter a aliança com o MDB, pode ser uma estratégia do governo em construir uma candidatura em duas mãos. Ou seja, se a principal liderança do MDB de fato registrar candidatura, pode ter em seu palanque o apoio de Marcelo Ascoli, que a esta altura, abriria mão da disputa pela reeleição.

Caso o ex-prefeito desista da disputa por questões pessoais ou de impedimento pela Justiça Eleitoral, teria garantido o amplo apoio do MDB e neste caso, o principal objetivo fica evidente que é de atrair para o palanque o ex-prefeito Daltro Fiuza que se manteve distante do processo eleitoral de 2016, quando Marcelo foi eleito prefeito.