Justiça determina internação compulsória para tentar livrar menina de 11 anos das drogas

Num esforço para tentar salvá-la das drogas, na última sexta-feira a Justiça determinou a internação compulsória da menina.

Justiça determinou a internação compulsória da menina que ficará no hospital até ser encontrada uma vaga numa clínica - Foto: Vanderi Tomé/Região News

Desde a última sexta-feira está em observação no Hospital Elmiria Silvério Barbosa, uma menina de 11 anos, que desde os 9 anos enfrenta problemas com drogas e insiste em manter um relacionamento amoroso com um rapaz de 20 anos, também usuário de drogas, sob consentimento da mãe.

Num esforço para tentar salvá-la das drogas, na última sexta-feira a Justiça determinou a internação compulsória da menina que ficará no hospital até ser encontrada uma vaga numa clínica especializada no tratamento de dependentes químicos.

O Conselho Tutelar teve o apoio da Polícia Militar na busca por ela, em casa, na casa da avó e na do suposto namorado. Foi encontrada numa casa abandonada e levada para o hospital, de onde fugiu, mas foi trazida de volta pela PM.

A garota, que fisicamente aparenta ter bem mais que 11 anos, abandonou a escola. Oriunda de uma família desestruturada, teria sido abusada sexualmente pelo ex-padrasto, há suspeitas de que a mãe a oferecia para prostituição.

Já fugiu da casa de acolhimento e teve mais de um surto. Em agosto, foi atendida na UPA (unidade de Pronto Atendimento), onde chegou com dificuldade de respirar, mal-estar, olhos avermelhados, quadro avaliado pelos médicos, como evidência do uso de drogas. Chegou em companhia do namorado, com os mesmos sintomas, com quem, provavelmente, dividia a droga.

O rapaz, que admitiu ter usado maconha, foi levado pela Delegacia. A Polícia abriu inquérito baseado no artigo 33 do Código Penal Brasileiro, que fala sobre o consumo de drogas compartilhado envolvendo criança. Outra possibilidade investigada é a corrupção de menores por parte do suspeito de 20 anos, além de um possível estupro de vulnerável.

W.R.A tem histórico de atos infracionais quando era adolescente e em dois anos de maioridade já responde a três inquéritos (violência doméstica contra uma ex-namorada em janeiro deste ano); o furto de uma motocicleta na Aldeia Tereré em janeiro de 2017 que lhe rendeu uma condenação de 3 anos em regime aberto, pena transformada em serviços comunitários.

No último dia 25 de fevereiro foi preso quando usava drogas em companhia de outros adolescentes nas proximidades do Brizolão. Em maio foi acusado de ter agredido frequentadores de um bar.