Vendas do comércio crescem 0,1% em agosto e setor tem 3ª alta seguida

Foi a terceira alta mensal seguida, mas no acumulado em 12 meses houve perda de ritmo.

Vendas do varejo — - Foto: Celso Tavares/G1

As vendas do comércio varejista cresceram 0,1% em agosto, na comparação com o mês anterior, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi a terceiro alta mensal seguida.

Na comparação com agosto de 2018, a alta foi de 1,3%. Com isso, o acumulado do ano ficou em 1,2%. No acumulado em 12 meses, entretanto, houve desaceleração, com a taxa de avanço passando de 1,6% em julho para 1,4% em agosto, o que indica perda de ritmo nas vendas.

 

Segundo o IBGE, a alta em agosto foi garantida principalmente pelos super e hipermercados, cujas vendas cresceram 0,6% na passagem de julho para agosto – o quarto resultado positivo. Também houve alta nas vendas de artigos de uso pessoal e doméstico (0,2%). Juntos, os dois setores correspondem a mais de 60% do total do varejo.

Recuperação lenta e perspectivas

Os indicadores econômicos mostram que a recuperação da economia segue em ritmo lento, mas a expectativa é de relativa melhora neste 2º semestre, em meio a um cenário de juros em queda, maior geração de postos de trabalho, ainda que puxada pela informalidade, e melhora da confiança após a aprovação final da reforma da Previdência.

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio, medido pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), atingiu em outubro o maior patamar em 5 meses. O comércio aposta que a liberação dos saques das contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do Fundo PIS-Pasep ajudará a acelerar o consumo nestes últimos meses do ano. A CNC estima que R$ 13,1 bilhões (44% do total previsto a ser injetado na economia) será destinado para gastos no comércio e consumo de serviços.

A projeção do mercado financeiro para estimativa de alta do PIB deste ano permanece em 0,87%, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central, ainda abaixo do ritmo de crescimento de 1,1% registrado em 2017 e 2018. Para 2020, a previsão de crescimento do PIB continua em 2%.